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O multiartista André Amahro lança hoje o álbum “Triciclo – Arte Móvel para Passeio”

Há 40 anos atuando no cenário cultural do Distrito Federal,o multiartista André Amahro lança, no dia 2 de junho, o seu primeiro álbum autoral, “Triciclo – Arte Móvel para Passeio”, que nasce dentro do projeto editorial de mesmo nome, vinculado ainda à literatura (contos e audiocontos) e à fotografia (três séries fotográficas).

Reconhecido e premiado por sua longa atuação no teatro e em outras áreas artísticas, André Amahro se mostra um sensível cantautor, interpretando composições que criou ao longo dos últimos anos. O trabalho foi arranjado e produzido pela cantora e compositora Fernanda Cabral [Prêmio Profissionais da Música 2021 em Produção Musical], com quem é casado há 7 anos. Além de musa inspiradora em quase todas as faixas, Fernanda é parceira de André em algumas composições e canta em dueto em 4 faixas.

O single que apresenta o álbum, Cafuné, mostra a beleza da poesia do compositor, aliada à moderna sonoridade sugerida por Fernanda: Orquestrações de trompete, sintetizadores e bateria semi-compassada formam um casamento harmonioso e surpreendente. O lindo clipe em preto-e-branco dirigido por Gabriela Cardell traz cenas do casal ao ar livre em Brasília, transbordando a cumplicidade e a felicidade apresentadas nas canções do disco.

“Quando Fernanda entrou na minha vida, trouxe não só o amor, mas a música, o violão e a inspiração para me aventurar nesses novos caminhos”, conta o artista. Juntos, dividiram trabalhos internacionais e viveram em Madrid, onde Fernanda construiu uma sólida carreira musical, produziu seu primeiro disco [Praianos, 2011] e chegou a atuar, como preparadora vocal, no filme A Pele que Habito, de Pedro Almodóvar.

Por isso, outra canção em destaque no trabalho é a parceria com sua musa na suave canção Rio, que nos conduz pela água e pelo ar através do romantismo criado entre o acordeão e o trompete. Fernanda apresentou esta música, pela primeira vez, em um show que realizou na Espanha, recebendo muitos comentários. “Foi uma emoção porque a plateia se encantou, fazendo relações com o nosso movimento musical mais conhecido lá fora que é a bossa nova”, conta a cantora, que também toca violão na faixa.

André complementa: “As minhas letras e as nossas composições nasceram de estados muito verdadeiros, de vivências reais que tivemos juntos, como parceiros de vida e de trabalho. Esse disco tem a minha digital, mas também a de Fernanda. Sua presença no disco é um presente e um selo de qualidade”. A  vocação do artista para compositor já vinha sendo lapidada  em canções criadas para os espetáculos da sua companhia teatral, o Teatro Caleidoscópio.

O álbum “Triciclo – Arte Móvel para Passeio” será apresentado ao vivo, junto com o lançamento do livro, no dia 3 de junho, no Centro Cultural de Brasília, com participação de Fernanda Cabral e dos músicos Rodrigo Zolet (piano e acordeão), Lucas Trigueiro (violão e kora) e Moisés Alves (trompete).

Mais sobre o álbum: O amor entre o céu e o chão

Assim como o projeto editorial “Triciclo – Arte Móvel para Passeio” é baseado numa tríade artística – literatura, fotografia e música –, o disco também segue regido pelo ancestral e simbólico nº 3 e foi dividido em três movimentos: As Canções da Lua, as Canções a Dois (compostas em parceria com Fernanda Cabral) e, por fim, as Canções do Vão. A instrumental “Madrid” abre o caminho para o mundo interno de André, com profundos sentimentos de amor, coragem, leveza e alegria.

O jornalista e crítico Leonardo Lichote, que prefacia o capítulo musical, declarou: “O disco se equilibra num estado de suspensão. Há nele, o tempo inteiro, uma flutuação poética e musical que parece prestes a se decidir — ou se indecidir — entre queda e voo. Entre a solidão que é chão (como canta em Oração) e o céu que se pode navegar (como canta em Rio), numa imagem de beleza sinestésica que diz muito do disco”.

O álbum foi gravado no Studio Sereia (Fernanda Cabral), Sultana Records (Lucas Trigueiro) e Refinaria Estúdio (Alan Pinho), onde também foi mixado e masterizado.

No livro Triciclo – Arte móvel para passeio, o leitor pode inquietar-se com o sublime do lírico, a irreverência do satírico, o despojamento do coloquial e a reflexão filosófica. Convidamos você a caminhar nesta trilha e ouvir, ler e admirar este projeto sensível e inovador.

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