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Sinestésico e improvável: “Sussurro”, novo single de Nath Rodrigues, traz elegância pop e aprofunda fluidez sonora da artista

Nath Rodrigues é nome essencial para pensar o pop contemporâneo produzido no Brasil. Tendo gravado ao lado de artistas como Luedji Luna e Chico César, a cantora, compositora e multi-instrumentista mineira pavimenta um caminho pouco óbvio com seus dois álbuns lançados. Agora, a artista lança seu primeiro trabalho em 2023, o single Sussuro, que chega às plataformas de streaming nesta sexta-feira, 17 de março, pelo MacacoLab – selo musical da produtora A Macaco, empresa à frente da banda Lagum e também do Festival Sarará.”Sussurro é canção para se deixar levar experimentando os movimentos do corpo, dos mais cotidianos e corriqueiros aos mais elaborados. Pra sentir a brisa da vida ao pé do ouvido e se deixar embalar”, comenta a artista. 

Composta pela artista ao lado de Clara Delgado, Vitor Santana, João Pires e Richard Neves, “Sussurro” ganha ainda videoclipe dirigido por Ieda Lagos e Felipe Vignoli. O trabalho, que apresenta a elegância sonora de Nath – numa fusão que vai do jazz à música brasileira, com acabamento pop -, também consegue traduzir imageticamente esse caminho musical. Gravado na Pampulha, em especial no Portal de Iemanjá, na Praça que leva o nome de um dos orixás mais populares no Brasil, o clipe traz no corpo de três bailarinos (o cubano  Dadier Aguilera, e as gêmeas  Clarisse Ribeiro e Clarelis Ribeiro) o movimento das águas, cada um dentro de uma linguagem própria. 

A escolha de trazer bailarinos pra misturarem seus corpos aos meus – todos pretos, não por acaso – traz a subjetividade do corpo negro nas cidades, e conecta urbanidade, memória, ancestralidade, leveza e o que mais possa ser visto. A nossa vida como ela também é“, completa Nath Rodrigues.

“Sussurro” é uma canção que consegue aliar uma abordagem despretensiosa e ao mesmo tempo ousada, algo muito presente no trabalho da Nath Rodrigues, que cresceu entre a música erudita, onde tem formação como violinista, mas também com a canção popular mineira e os pagodes que seu pai costumava ouvir. O resultado é um pop envolvente e pouco óbvio, que provoca uma percepção envolvendo diversos sentidos.

“Sinto e vejo a melodia de ‘Sussurro’ combinada à letra como o movimento do vento e da água, inevitável e contínuo, bonito e leve, mas também forte e arrasador, movimento que é capaz de “guardar na história o que não pode se apagar”, comenta Clara Delgado, letrista.

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