A sede do SINDALQUIM, em São José do Rio Preto, recebeu, na sexta-feira (12), uma reunião que reuniu lideranças sindicais de diferentes estados para tratar de filiações, fazer um balanço de 2025 e discutir os desafios do movimento sindical para 2026. O encontro reforçou o papel do sindicato rio-pretense como espaço de articulação regional e nacional dos trabalhadores da indústria química, do etanol e de setores ligados ao sucroenergético.
Durante a reunião, foi formalizada a filiação da Federação dos Trabalhadores na Indústria do Estado de Goiás à Confederação Nacional dos Trabalhadores Químicos (CNTQ). Na mesma oportunidade, também foi referendada a filiação do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Etanol do Alto do Araguaia, de Mato Grosso, à Força Sindical. As deliberações ocorreram de forma independente, envolvendo entidades distintas.
Presidente do SINDALQUIM e também do Movimento Sindical Unificado (MSU), que reúne diversos sindicatos de São José do Rio Preto e região, João Pedro Alves Filho destacou a importância da unidade sindical. “Reforçar o movimento sindical é fundamental. A negociação coletiva precisa ser feita de forma organizada e conjunta para que os trabalhadores tenham mais força diante dos empregadores”, afirmou.
Durante o debate realizado na sede do SINDALQUIM, o presidente da Federação dos Trabalhadores na Indústria do Estado de Goiás, Pedro Luiz Vicnevski, o Pedrão, comparou a articulação dos trabalhadores à organização do setor empresarial. “Se os patrões se reúnem em entidades fortes, como a Unica, para buscar melhores acordos e condições para as empresas, por que os trabalhadores não podem se organizar da mesma forma?”, questionou.
Também participaram da reunião Sergio Luiz Leite, presidente da Fequimfar e vice-presidente da Força Sindical; Jurandir Pedro de Souza, tesoureiro da Fequimfar; Antonio Silvan Oliveira, presidente da CNTQ; Alberto, presidente do STI Etanol do Alto do Araguaia; Geraldo, presidente do STI Etanol de Costa Rica, no Mato Grosso do Sul; Arnaldo, presidente da Federação dos Químicos de Goiás; Francisley Martins de Moura Peres, presidente do STI Químicos de Goiás; além de representantes de sindicatos filiados à Fequimfar de cidades como São João da Boa Vista, Marília, Ipaussu e Guaíra.
Após os atos de filiação, os dirigentes participaram de um encontro com profissionais de recursos humanos e de relações trabalhistas e sindicais de empresas da base de São José do Rio Preto, ampliando o diálogo e reforçando a importância da negociação coletiva no cenário atual.
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Henrique Fernandes
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