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Pesquisa revela que 57% dos consumidores preferem ofertas impressas e aponta resiliência do marketing físico

 

A preferência dos consumidores brasileiros por materiais impressos permanece significativa mesmo diante da digitalização acelerada, conforme aponta a pesquisa “O Papel em um Mundo Pós-Pandêmico”, realizada pela organização global Two Sides. O levantamento revela que 57% dos entrevistados ainda preferem consultar catálogos, folhetos e materiais promocionais em formato físico em vez de recebê-los por e-mail ou visualizá-los em telas.

O estudo sugere que essa inclinação está relacionada à sobrecarga de informações digitais e à facilidade de manuseio do papel. A tangibilidade do material impresso permite uma leitura mais focada e menos intrusiva, contrastando com a natureza efêmera e muitas vezes ignorada dos anúncios online e do marketing via caixa de entrada, que competem pela atenção do usuário em dispositivos móveis.

Sobre a percepção dessa tendência no mercado logístico de distribuição, a resposta do público ao material físico confirma os dados da pesquisa. “Notamos que o contato tátil com a publicidade gera um gatilho de memória diferente nas residências; o impresso permanece na mesa ou na geladeira, criando uma frequência de visualização que o digital, pela sua rotatividade, muitas vezes não consegue alcançar”, analisa Anderson Pereira, sócio proprietário da Aliança Distribuição.

Essa dinâmica de consumo mantém aquecido o setor de marketing hiperlocal, especialmente em grandes centros urbanos onde a competição pela atenção do consumidor é acirrada. Na Grande São Paulo, por exemplo, a demanda por serviços de panfletagem em Guarulhos e em outros municípios com alta densidade demográfica reflete a necessidade do varejo de bairro em atingir o público residente nas imediações de forma direta e garantida.

A pesquisa da Two Sides também aborda a questão da confiabilidade da informação. Uma parcela significativa dos respondentes associa o material impresso a uma maior credibilidade, sentindo-se mais segura ao ler notícias ou ofertas em papel. Esse fator psicológico influencia a decisão de compra, especialmente em setores como supermercados, farmácias e setor imobiliário, que dependem da confiança local.

Diante desse cenário, as estratégias de panfletagem têm evoluído para integrar-se às ferramentas tecnológicas, em vez de competirem com elas. É cada vez mais comum o uso de QR Codes e elementos interativos nos impressos, servindo como uma ponte que leva o consumidor do papel para o ambiente online, criando uma jornada de compra híbrida e mensurável.

O aspecto da sustentabilidade é outro ponto central do relatório. A indústria gráfica tem reforçado a comunicação sobre a origem do papel, proveniente de árvores cultivadas e fontes certificadas. A conscientização de que o papel é um produto biodegradável e reciclável, ao contrário do lixo eletrônico, tem sido um argumento importante para a manutenção da aceitação dessa mídia junto ao público ambientalmente consciente.

O levantamento conclui que, longe de se tornar obsoleta, a comunicação impressa encontrou um novo papel no mix de marketing das empresas. A coexistência entre o físico e o digital aparece como o modelo mais eficiente, onde o impresso atua na atração e retenção da atenção local, enquanto o digital complementa a experiência com agilidade e conveniência na transação.

 

Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a):
VITORIA YUKI MOTOYAMA
vitoria.yuki@ufms.br

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