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O novo luxo do marketing: por que a cultura do Nordeste é a aposta para 2026

Enquanto o mercado publicitário global discute a regulamentação da Inteligência Artificial e o uso cada vez maior da automação criativa, a Viraliza, maior agência de marketing de influência do Nordeste, aposta em outro caminho para 2026: o fortalecimento da identidade cultural.

A lógica é simples. Em um cenário dominado pela “perfeição artificial”, o que mais chama atenção é o que é humano, verdadeiro e cheio de personalidade. Para a Viraliza, a cultura regional virou o ativo mais valioso do marketing atual. E o Nordeste se destaca como um dos maiores polos criativos do país, com uma linguagem própria que a tecnologia ainda não consegue reproduzir com profundidade.

Segundo a agência, essa tendência vai além de vídeos amadores ou de microinfluenciadores. Trata-se de produções de alto nível que preservam o DNA da narrativa nordestina,  o humor, o jeito de falar, as referências culturais. Esse tipo de conteúdo gera identificação real com o público, algo que a Inteligência Artificial, sozinha, ainda não consegue entregar.

Com a Creator Economy projetada para movimentar US$ 480 bilhões até 2027, de acordo com relatório do Goldman Sachs, a disputa pela atenção do público ficou ainda mais acirrada. Para Igor Beltrão, diretor da Viraliza, a fatia desse mercado ocupada por criadores genéricos tende a diminuir de forma significativa. “Em 2024, as marcas buscavam alcance. Em 2026, elas vão buscar cultura e identidade”, afirma.

Beltrão explica que, apesar de a IA conseguir criar influenciadores virtuais com imagem impecável e fala perfeita, ela não consegue reproduzir vivência. “A IA não faz uma piada que só quem cresceu no sertão entende, nem conta uma história do jeito que conecta Recife a São Paulo. Nossos grandes criadores não vendem só mídia; eles vendem pertencimento.”

Os dados reforçam essa mudança no comportamento do consumidor. O Edelman Trust Barometer aponta que 63% das pessoas confiam mais em influenciadores do que nas próprias marcas. A Viraliza observa que isso vem acompanhado de um cansaço do público com conteúdos que parecem artificiais, repetidos ou feitos em massa.

É nesse espaço que a agência trabalha com o conceito de IGC (Identity Generated Content), em contraste com o tradicional UGC. A proposta não é conteúdo simples ou sem cuidado, mas produções bem elaboradas, com grandes nomes do humor e do lifestyle nordestino.“Quando colocamos esses criadores no centro da campanha, o público consome aquilo como entretenimento, não como propaganda”, explica Beltrão.

Além disso, o movimento acompanha uma tendência global de crescimento do conteúdo multilocal, que nasce em um território específico, mas conversa com públicos de todo o país.

Mesmo defendendo a força da cultura humana, a Viraliza não se posiciona contra a Inteligência Artificial. Ir contra a IA não é um caminho produtivo. A tecnologia já faz parte do mercado e deve ser usada como aliada. O ponto central é equilíbrio: a IA como ferramenta para ganhar escala, eficiência e agilidade, enquanto o conhecimento humano, a vivência cultural e a criatividade seguem sendo o coração das ideias. Quando tecnologia e identidade trabalham juntas, o resultado é mais relevante, mais verdadeiro e mais eficiente.

Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a):
WEDJA SABRINA SOUZA DE MATOS
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