Save 20% off! Join our newsletter and get 20% off right away!

Novembro Azul: homens de diferentes gerações têm comportamentos distintos quando o assunto é saúde

A campanha Novembro Azul, criada há mais de duas décadas para conscientizar sobre o câncer de próstata, tem ajudado a transformar a relação dos homens com a própria saúde, mas ainda há muito a avançar. É o que avalia o urologista Sahna Wilbonh de Barros, especialista do Brasil Private Check-Up, unidade de negócios da AFIP, ao observar em consultório como diferentes gerações lidam com o autocuidado e a prevenção.

“Apesar de os homens estarem procurando mais assistência médica, inclusive alguns que ainda não estão na faixa etária de risco para o câncer de próstata, existe um longo caminho a percorrer quando falamos de informação e prevenção”, afirma o médico.

No Brasil, a estimativa de incidência da doença no triênio de 2023-2025 é de aproximadamente 72 mil novos casos anuais, com um risco estimado de cerca de 70 novos diagnósticos para cada 100 mil homens, de acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), o rastreamento do câncer de próstata deve começar aos 50 anos – ou aos 45, no caso de homens com fatores de risco, como histórico familiar ou de origem negra, por exemplo. 

No entanto, dados recentes revelam uma diferença de comportamento entre gerações. Um levantamento internacional mostra que, embora 95% dos homens afirmem considerar o estilo de vida saudável uma prioridade, apenas 32% dos millennials e da geração Z (nascidos entre 1984 e 2009) realizam check-ups anuais, contra 61% dos homens da geração X e dos baby boomers (nascidos entre 1947 e 1983).

Para o Dr. Sahna, a diferença tem explicação: “Os mais velhos já incorporaram a visita ao médico como parte da rotina. Eles acompanharam o fortalecimento da campanha do Novembro Azul, que existe desde o início dos anos 2000. Já os mais jovens têm mais acesso à informação, pesquisam na internet, mas nem sempre traduzem isso em prática, ou seja, acabam adiando a ida ao consultório”.

O médico ressalta que, embora o câncer de próstata continue sendo o tema central da campanha, ela tem se tornado mais ampla, abordando também outros aspectos da saúde do homem: o físico, o mental e o emocional. “O homem brasileiro vive, em média, sete anos menos que a mulher, e isso está ligado não só a doenças crônicas, mas também a hábitos de vida, tabagismo, consumo de álcool e à negligência com a saúde”, explica.

O médico lembra ainda que o exame de toque retal, frequentemente cercado por preconceitos, continua sendo um procedimento essencial para o diagnóstico precoce. “Cuidar da saúde é um ato de responsabilidade, não de vergonha. Quanto mais naturalizarmos o tema, mais homens poderão envelhecer com qualidade”, conclui o Dr. Sahna Wilbonh de Barros.

 

Sobre a AFIP

A AFIP é um ecossistema que integra ciência, tecnologia e prestação de serviços de saúde. Referência em medicina diagnóstica, tem uma atuação abrangente, com unidades de negócio em pesquisa, ensino e prestação de serviços. Atende parceiros públicos e privados nas diversas regiões do país e destaca-se pela realização de pesquisas científicas de reconhecimento internacional. São quase 50 anos de história inspirados pela ciência e dedicados à saúde.

 

Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a):
JANAÍNA DEMARQUE DA SILVA
janaina.demarque@agenciacasa9.com.br

Acompanhe todas as notícias do mundo da música, cultura pop, famosos, televisão, entrevistas e muito mais.