No início do ano, o cantor e compositor Humberto Gessinger recebeu, de um serviço de streaming, um relatório de tudo que havia escutado e se deu conta do quanto é amplo e diverso seu universo musical como ouvinte. Dentro desse universo, há espaço também para seu apreço pela música eletrônica, principalmente em sua fase inicial, analógica, que o acompanha desde a adolescência. Nessa mesma época, por causa da pandemia, Gessinger interrompeu a turnê do álbum “Não Vejo a Hora” (Deck/2019), que tinha como base duas formações: um power trio e um trio acústico.
O produtor, tecladista e arranjador Carlos Trilha, que já trabalhou com Marisa Monte, Renato Russo e muitos outros, foi chamado para remixar duas músicas. “Além do desafio de todo remix, fazer uma versão eletrônica das músicas “Estranho Fetiche” e “Fetiche Estranho” apresentou uma dificuldade extra, pois, apesar de serem partes complementares de uma mesma obra, elas tinham andamentos e subdivisões distintas. Fora isso, as únicas exigências de Humberto foram que eu usasse somente a voz da gravação original e que as duas canções deveriam ser unidas em uma só” – conta Trilha.










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