Governança financeira se torna pilar estratégico na nova onda de investimentos industriais e de infraestrutura

 

O Brasil vive uma nova fase de expansão industrial e de infraestrutura, impulsionada pelo pacote de R$ 3,4 trilhões anunciado pelo governo federal no programa “Nova Indústria Brasil”, voltado ao fortalecimento da produção nacional nos próximos anos, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O plano prevê aportes expressivos nos setores automotivo, agroindustrial, bioeconômico, energético, de defesa, papel e celulose, siderurgia e saúde, configurando um dos maiores programas de reindustrialização já propostos no país.

Nesse cenário, cresce a importância de mecanismos sólidos de governança financeira e compliance, que ajudam a garantir a sustentabilidade e a segurança jurídica desses projetos. A Resolução nº 4.966/21 do Conselho Monetário Nacional (CMN) se tornou referência para o setor ao estabelecer diretrizes mais rigorosas de controle interno, gestão de riscos e compliance para operações financeiras de longo prazo, especialmente em contratos de infraestrutura e crédito corporativo.

Para Luis Vivanco, economista e consultor do SMI Consulting Group, a adesão a boas práticas de governança é o fator que vai separar os projetos sustentáveis dos vulneráveis em um ambiente de juros elevados e câmbio instável. “O controle financeiro e o compliance não devem ser vistos como entraves, mas como instrumentos que asseguram a viabilidade econômica e a longevidade dos investimentos”, afirma.

A taxa Selic, que pode se manter em torno de 15% até o fim de 2025, segundo projeções do Banco Central, tende a reduzir o ritmo de novos aportes privados. Ao mesmo tempo, a desvalorização do real amplia os custos de produção e pressiona margens das empresas exportadoras, exigindo maior previsibilidade na gestão de riscos. “Em um contexto de câmbio volátil e juros elevados, a governança se torna um escudo contra perdas operacionais e fiscais”, reforça Vivanco.

Além dos desafios macroeconômicos, há também a necessidade de articulação eficiente entre poder público e investidores privados para definir tarifas, cronogramas e distribuição de riscos em concessões. A sustentabilidade dos contratos dependerá, segundo o Ministério da Fazenda, de ajustes criteriosos em tarifas-teto e garantias contratuais, evitando desequilíbrios futuros.

“O consenso geral é que o sucesso da nova onda de investimentos dependerá menos da quantidade de recursos e mais da qualidade da governança aplicada. A integração entre compliance, transparência e sustentabilidade financeira será o diferencial competitivo para empresas que buscam prosperar neste novo ciclo da economia brasileira”, finaliza o economista.

Sobre a SMI Consulting Group
A SMI Consulting Group transforma a gestão financeira de empresas com consultorias e mentorias altamente técnicas, práticas e voltadas a resultados. Fundada em 2020, a consultoria atende toda a América Latina com metodologia própria e equipe formada por mestres e doutores. É referência em controladoria estratégica, planejamento financeiro e análise de riscos, com forte atuação nos setores de cooperativas de crédito, agronegócio, saúde, indústria e área governamental. Com sede no Rio de Janeiro (RJ), também realiza cursos, workshops e eventos, e tem como missão capacitar líderes financeiros a tomarem decisões mais inteligentes, baseadas em dados e com impacto estratégico.

Mini-bio do especialista: Luis Vivanco é doutorando em Economia pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e mestre em Economia pelo IBMEC. Com mais de 20 anos de experiência como professor das maiores escolas de negócios do país, é referência no ensino de Economia e Finanças Corporativas. Atuou como Economista Sênior vinculado à Presidência da Casa da Moeda do Brasil, além de exercer, atualmente, o cargo de Economista Chefe e consultor em diversas cooperativas de crédito. É autor de três livros pela Editora Ferreira — Economia para Concursos, Questões de Economia e Estatística Simplificada —, que refletem seu compromisso com a disseminação de conhecimento técnico acessível e aplicável. Com uma trajetória que combina pesquisa, prática e docência, Luis é um nome de peso no cenário econômico e educacional brasileiro.

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RAQUEL TRISTAO DOURADO
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