Como empresas podem reduzir carga fiscal com revisão do regime tributário

Em janeiro, empresas no Brasil podem aproveitar a virada de ano fiscal para fazer uma mudança de regime tributário, que envolve o lucro presumido e o lucro real. Mas, para isso, as organizações devem fazer revisões prévias para que o diagnóstico e as simulações estejam prontos a tempo da decisão. Em caso de migração de regime a partir de escolhas certas, é possível reduzir a carga fiscal e abrir novas oportunidades de incentivo. 

De acordo com Fábio Vitola, CEO da Galapos, empresa de consultoria financeira e empresarial que atua com que atua com incentivos fiscais para inovação, a revisão do regime tributário pode ser um momento estratégico para que as empresas façam reflexão e tenham ideias para estimular a análise de possibilidades antes não exploradas, como o aproveitamento de incentivos ou créditos tributários que possam ser aplicados no contexto operacional da empresa.

Conforme ele, atualmente é comum que as companhias façam a revisão do regime tributário internamente ou por meio da contabilidade, focando apenas na análise das margens de rentabilidade. Porém, essa abordagem desconsidera impactos relevantes relacionados a incentivos fiscais e créditos tributários que a empresa poderia passar a aproveitar em uma eventual migração para o lucro real.

— É possível ter uma carga tributária federal otimizada e eficiente dentro de todas as possibilidades da legislação. Evitando desperdícios de fluxo de caixa decorrentes de escolhas que, sem a devida análise e atenção, podem prejudicar o fluxo financeiro das empresas a partir de uma escolha ‘simples’ — destaca. 

Fábio explica que, em caso de migração de regime tributário, os resultados dependem de diversos fatores. Quando uma empresa migra do lucro real para o lucro presumido, tende a ganhar eficiência no cumprimento das obrigações acessórias, já que esse regime é mais simples e exige menos detalhamento nas prestações de contas ao governo.

No caso contrário, as empresas tendem a passar a contar com uma contabilidade mais precisa, além da possibilidade de aproveitar créditos e incentivos fiscais. Por outro lado, este regime exige um volume maior de informações a serem transmitidas. 

O CEO da Galapos ressalta que empresas com faturamento de até R$ 78 milhões de receita bruta têm a possibilidade de escolher entre os regimes de lucro real e lucro presumido até 30 de abril de 2026. A data é definida porque corresponde ao primeiro vencimento do imposto de renda e da contribuição social referentes ao primeiro trimestre. Já as com faturamento superior a R$ 78 milhões são, obrigatoriamente, tributadas pelo lucro real sem possibilidade de optar por outro regime.

Como consultoria pode ajudar empresas

Na Galapos, de acordo com Fábio Vitola, o trabalho pondera ambos os regimes tributários,  considerando todas as variáveis, com objetivo de oferecer uma base fundamentada para a tomada de decisão e garantindo que todos os elementos relevantes sejam avaliados, especialmente aqueles que impactarão diretamente o caixa da empresa.

Além disso, são elaborados, em conjunto com os tomadores de decisão da companhia, três cenários distintos e modelados a partir das expectativas da gestão para o ano seguinte e incorporando possíveis transformações operacionais da empresa, como, por exemplo: expansão de fábrica, aumento do quadro funcional, aquisição de maquinário, variações nos níveis de estoque, entre outras informações gerenciais que impactam o resultado das companhia e alteram fundamentalmente a escolha entre um regime ou outro.

— Dessa forma, além de identificar todas as oportunidades, a empresa consegue comparar as diferentes cargas tributárias e definir qual regime faz mais sentido com base nessas projeções, conciliando com a estratégia de próximo ano da empresa — finaliza.

Sobre a Galapos

A Galapos é uma empresa de consultoria financeira, parte do ecossistema XP, com atuação especializada em soluções em três verticais: MeA, gestão empresarial e consultoria em incentivos governamentais para inovação. Fundada em 2010 em Porto Alegre (RS), a empresa possui mais de 300 clientes ativos e já conduziu mais de 100 processos de MeA atuando com assessoria completa no sell side ou buy side em diversos segmentos. No campo dos incentivos fiscais, a Galapos é especialista no apoio a empresas que buscam linhas de financiamento como o FINEP e incentivos como a Lei do Bem e a Lei da Informática. Em 2025, pelo terceiro ano consecutivo, conquistou o selo GPTW.

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LUCAS FERNANDES KOEHLER
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