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Chutar o balde em dezembro? Conheça as consequências reais de uma alimentação desregulada no fim do ano

O fim do ano é, tradicionalmente, um período de celebração e de indulgência gastronômica. Com a chegada das festas, muitas pessoas adotam a mentalidade de que “tudo é permitido” em dezembro, prometendo retomar a rotina saudável apenas em janeiro. Contudo, essa licença para exagerar, conhecida popularmente como “chutar o balde”, traz consequências imediatas e a longo prazo para o organismo que vão muito além do simples ganho de peso.

O Dr. Bruno Sander, gastroenterologista, endoscopista e especialista em emagrecimento, alerta que encarar o mês inteiro como um feriado alimentar pode ser perigoso, desregulando o metabolismo, impactando o sistema digestivo e até mesmo afetando o humor e a energia. De acordo com ele, o corpo humano não lida bem com mudanças bruscas e prolongadas na dieta, especialmente o excesso de açúcares, gorduras e álcool.

“O primeiro impacto é o descontrole glicêmico. Quando há um consumo excessivo e rápido de carboidratos refinados e açúcares (típicos de sobremesas, bebidas açucaradas e massas), o pâncreas é forçado a liberar uma grande quantidade de insulina. Isso leva a picos de glicose seguidos por quedas bruscas, causando aquela sensação de cansaço repentino, irritabilidade e mais fome pouco tempo depois. É um ciclo vicioso de desregulação energética”, explica. 

O especialista aponta que o sistema digestivo também sofre com a sobrecarga de trabalho. “Alimentos gordurosos, bebidas gaseificadas e o próprio excesso de comida levam a sintomas como azia, refluxo, má digestão e distensão abdominal. O corpo fica inflamado e mais lento”, afirma.

O impacto dos exageros vai além da balança, atingindo diretamente a saúde mental e o bem-estar.

“Não podemos esquecer que o intestino é nosso segundo cérebro. Uma alimentação rica em ultraprocessados e pobre em fibras desequilibra a microbiota intestinal. Essa disbiose (desequilíbrio) tem sido associada a alterações de humor, ansiedade e até mesmo uma queda na nossa energia e disposição. O sentimento de culpa pós-festa, somado à baixa qualidade do sono e a essa inflamação, cria um cenário de fadiga crônica que torna a virada do ano ainda mais difícil”, relembra. 

O Dr. Bruno finaliza reforçando que o segredo de um dezembro saudável está em manter a rotina o máximo possível. “Não transforme o mês de dezembro em um ‘buraco negro’ para sua saúde. Celebrar não significa comer até passar mal. Desfrute das ocasiões especiais com moderação e, nos dias comuns, volte à sua alimentação normal e aos seus exercícios. Seu corpo e sua mente agradecerão em janeiro”, conclui o médico.

Acompanhe o trabalho do Dr. Bruno Sander no Instagram: @drbrunosander  

Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a):
MARIA JULIA HENRIQUES NASCIMENTO
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