O verão começa oficialmente em 21 de dezembro, mas as altas temperaturas já indicam como será a estação mais quente do ano e acendem um alerta importante: é preciso redobrar os cuidados com a saúde íntima, especialmente para quem trabalha exposto ao sol e utiliza roupas justas ou de tecido mais grosso.
De acordo com o urologista Henrique Coelho, referência em saúde do homem em Mato Grosso do Sul, o calor intenso, somado ao suor e ao abafamento das roupas, cria o cenário ideal para a proliferação de fungos e bactérias na região genital. “No calor, a umidade constante e o abafamento formam uma combinação perfeita para irritações, alergias e infecções. É um período em que todo cuidado extra faz diferença”, explica o especialista.
Essas condições favorecem infecções genitais tanto em homens quanto em mulheres. Nas mulheres, cresce a ocorrência da candidíase, causada pelo fungo Candida e nos homens, é comum o aparecimento do fungo Tinea cruris, responsável por provocar coceira intensa e vermelhidão na região da virilha.
Segundo o Dr. Henrique, embora não seja tão frequente, o pênis também pode sofrer irritações pela umidade excessiva, especialmente em homens que não fizeram a retirada do prepúcio. Para ele, pequenas medidas já são suficientes para evitar grande parte dos problemas.
“O ideal é que os homens usem cuecas tipo sunga, de algodão, que absorvem melhor o suor. E, após o banho, é fundamental secar bem a região. Quem transpira muito pode aproveitar o momento de urinar para secar a área com papel higiênico”, orienta o médico.
Para quem frequenta piscina, rio ou cachoeira, a recomendação é evitar permanecer por longos períodos com roupas molhadas. Na higiene íntima, o urologista reforça a preferência por sabonetes neutros.“O sabão de glicerina é uma ótima escolha. Produtos com fragrâncias fortes podem irritar a pele”, acrescenta.
Infecção urinária: risco cresce quando o calor aumenta
O verão também favorece o aumento dos casos de infecção urinária. Com a correria do dia a dia, muitas pessoas acabam ingerindo pouca água. A desidratação agravada pelo suor excessivo reduz o volume de urina e dificulta a eliminação natural das bactérias.
Além disso, má higiene íntima, atividade sexual e uso prolongado de absorventes também estão entre os principais fatores de risco, detalha o urologista. Os sintomas mais frequentes são:
vontade constante de urinar
dor ou ardência ao urinar
urina turva, escura, com odor forte ou com sangue
dor na parte inferior do abdômen
febre (em casos mais avançados ou quando atinge os rins)
O Dr. Henrique reforça que a prevenção começa com hábitos simples do dia a dia. “Beber água de forma distribuída ao longo do dia é uma medida simples, mas essencial para evitar desidratação e, consequentemente, infecções urinárias. Uma alimentação equilibrada, rica em frutas, legumes e verduras, fortalece as defesas naturais do organismo”, conclui.
Dúvidas, à disposição.
67 99156-3673
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RENATA DOS SANTOS PORTELA
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