
Crédito: Gustavo Mattos
A doação foi definida após avaliação técnica que apontou que a aeronave não poderia voltar a operar. O gesto da Total Linhas Aéreas ganha relevância por sua dimensão simbólica: o Boeing 727-200, último modelo do tipo ainda em atividade no país, transforma-se agora em um registro físico da maior tragédia climática recente do Rio Grande do Sul. Com a destinação ao museu, aquilo que antes representava a destruição passa a integrar a memória oficial da aviação e do período das enchentes, preservando um capítulo importante da história do estado.
A remoção da aeronave exigiu uma das maiores operações logísticas realizadas no Rio Grande do Sul nos últimos anos. Técnicos desmontaram parte da fuselagem e organizaram o transporte rodoviário em carretas especiais, cruzando diferentes municípios gaúchos até chegar a Panambi. Moradores acompanharam o deslocamento pelas estradas, registrando o trajeto nas redes sociais, um movimento que reforçou a ligação emocional construída em torno do avião desde 2024.

Crédito: Gustavo Mattos
Com a incorporação ao acervo, o museu estuda diferentes possibilidades de uso para o Boeing 727-200. Entre as propostas estão transformar o interior da aeronave em auditório temático, espaço educativo ou atração turística, preservando suas características originais. Segundo a administração da instituição, o avião deve se tornar “uma das peças de maior impacto visual e histórico já recebidas”.

Crédito: Gustavo Mattos
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Erica Matos
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