Com a chegada do verão e o aumento do volume das chuvas, a impermeabilização de lajes e telhados se torna um ponto importante de atenção. Esse é o período em que os problemas de infiltração aparecem e também quando o custo da correção se torna mais alto. Dados do Instituto Brasileiro de Impermeabilização (IBI) indicam que intervenções preventivas podem reduzir drasticamente os gastos com reparos. As altas temperaturas aliadas às pancadas de chuvas típicas da estação aceleram o desgaste de superfícies expostas e evidenciam falhas na impermeabilização que passam despercebidas ao longo do ano.
De acordo com o engenheiro Jorge Lima, Diretor Técnico Comercial da Viapol, a maior parte das queixas nesse período está relacionada aos danos provocados por infiltrações em lajes expostas, telhados, coberturas e terraços. “O problema é que muitos proprietários só se lembram da impermeabilização quando a infiltração de água começa aparecer. Nessa fase, o custo de reparar os danos provocados pela água é muito maior, porque envolve demolição, troca de materiais, e, muitas vezes, interrupção do uso da área afetada”.
Muitas vezes, além de prejudicar o conforto térmico, as manchas e mofos ocasionados pela infiltração da água, podem trazer até mesmo doenças e comprometer a durabilidade da estrutura. Em casos mais graves, é possível observar deterioração e corrosão da armadura do concreto na área exposta à umidade prolongada. Por isso, a manutenção preventiva é considerada a melhor estratégia.
“O uso de sistemas adequados para cada tipo de laje e a verificação regular durante o verão e o período das chuvas, são fundamentais. A impermeabilização não é apenas uma camada adicional, é um sistema que precisa ser especificado e aplicado corretamente, de forma a proteger a construção contra a ação da água e outros fluidos, que possam comprometer a sua vida útil. As manutenções e vistorias quando são feitas antes da temporada de chuva, evitam a maior parte dos transtornos”, complementa o especialista.
Entre as recomendações, estão a verificação do caimento das lajes para evitar acúmulo de água, a checagem de entupimento de ralos e atenção à vida útil dos produtos aplicados
“Quando existe planejamento, a impermeabilização deixa de ser um problema e passa a ser um aliado na durabilidade da construção. A prevenção sai muito mais barata do que qualquer reparo corretivo e ainda evita dores de cabeça, então deve ser tratada como parte essencial da conservação de um imóvel, e não apenas como um recurso emergencial”, finaliza Lima.
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Gabriela Calencautcy
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