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Relembre a trajetória de Jô Soares na televisão

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Jô Soares

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Nascido José Eugênio Soares no Rio de Janeiro, em 16 de janeiro de 1938, se destacou ao longo da carreira como ator, diretor, humorista e apresentador, se consagrando um dos maiores nomes do entretenimento brasileiro.

Fez sua estreia na televisão em 1956, aos 18 anos, no programa Praça da Alegria, da Rede Record, onde trabalhou por 10 anos. Ele atuou em uma única novela na carreira, Ceará contra 007 (1965), dando vida ao agente secreto Jaime Blond.

Na Globo, estreou em 1971 no humorístico Faça Humor, Não Faça Guerra. Já seu primeiro programa foi Viva o Gordo, que estreou em 1981 e ficou no ar até o final de 1987. No SBT, apresentou o Jô Soares Onze e Meia entre 1988 e 1999. No ano seguinte, voltou para a Globo e estreou seu Programa do Jô, que ficou no ar por mais de 16 anos.

INFÂNCIA

José Eugênio Soares era chamado de Zezinho na infância. Seu desejo, quando garoto, era ser diplomata. Filho do empresário paraibano Orlando Soares e da dona de casa Mercedes Leal, ele nasceu no Rio de Janeiro e estudou no tradicional Colégio de São Bento.

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Depois, passou uma temporada em Lausanne, na Suíça, estudando no Lycée Jaccard, com a intenção de trabalhar como diplomata. Ele sabia falar cinco idiomas – português,  inglês, francês, italiano e espanhol –, além de ter bons conhecimentos de alemão.

CARREIRA NA TV

A estreia de Jô na televisão aconteceu em 1958, na TV Rio, participando, como redator e, às vezes, como ator, dos programas Noite de Gala TV Mistério. Ele também trabalhou na TV Continental, escrevendo e atuando em programas humorísticos. Em 1959, apresentou Jô, o Repórter e Entrevistas Absurdas, participando.

O apresentador se mudou para São Paulo, em 1960, para fazer parte da equipe da TV Record. Lá, fez Jô Show e trabalhou como tradutor de reportagens para o Silveira Sampaio Show e o programa da apresentadora Hebe Camargo, uma de suas grandes amigas.

O seu grande destaque na emissora foi a participação no programa Família Trapo, que estreou em março de 1967, com texto de Jô e Carlos Alberto de Nóbrega, em que interpretava o mordomo Gordon.

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Em 1970, iniciou a sua primeira passagem pela TV Globo, onde escreveu e atuou nos humorísticos Faça Humor Não Faça a Guerra, Satiricon, O Planeta dos Homens Viva o Gordo. Três anos depois, estreou o Globo Gente, realizando o desejo de ter um programa de entrevistas, que logo saiu do ar pela censura do período militar.

Jô voltou a morar em São Paulo em 1988, após assinar com o SBT. Lá, estreou o humorístico Viva o Gordo, e, no ano seguinte, passou a comandar o programa de entrevistas Jô Onze e Meia, misturando jornalismo com entretenimento, no molde dos talk shows norte-americanos, que ficou 11 anos no ar e era alvo de constantes comentártios por nunca começar no horário das 23h30, como indicava o título.

Entre as entrevistas mais emblemáticas da atração, estão uma com Luís Carlos Prestes, realizada em 1988. “Tem umas que ficaram, que foram históricas, porque criamos uma intimidade durante a conversa que eu nunca tinha visto nada parecido em entrevistas dele”, disse Jô em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo em 2013.

Ele foi o responsável pela última entrevista de Raul Seixas à TV. O cantor participou do talk show em julho de 1989, um mês antes de o cantor morrer. Foi também o primeiro apresentador a levar o grupo Mamonas Assasinas à televisão. Ele conversou com o grupo, que foi ao estúdio fantasiado como Chapolin Colorado, que apresentou a música Vira-Vira.

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No ano 2000, retornou para Globo, apresentando o Programa do Jô, nos mesmos moldes de sua atração no SBT.

OUTROS TALENTOS

Como escritor, Jô Soares escreveu os livros O Astronauta Sem Regime (1985), Humor Nos Tempos do Collor (1992), A Copa Que Ninguém Viu e a Que Não Queremos Lembrar (1994), O Xangô de Baker Street (1995), O Homem que Matou Getúlio Vargas (1998), Assassinatos na Academia Brasileira de Letras (2005) e As Esganadas (2011). Também lançou em 2021 sua autobiografia – Livro De Jô – Uma Autobiografia Desautorizada, em dois volumes.

Jô também atuou em mais de 20 filmes, sendo o mais recente deles Giovanni Improtta, lançado em 2013.

No teatro, foi responsável pela direção de peças como Atreva-se, Às favas com os escrúpulos, Três dias de chuva, O eclipse, Caros ouvintes O Libertino, trabalhando com nomes como Bibi Ferreira, Adriane Galisteu, Jandira Martini, Cássio Scapin Bárbara Paz.

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Em 2011, conquistou o título Professor Honoris Causa pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, oferecido a professor, intelectual, pessoa pública ou cientista não pertencente à instituição, mas que tenha prestado serviços ao ramo do conhecimento.

VIDA PESSOAL

Discreto ao comentar sua vida íntima, Jô Soares foi casado por 20 anos com a atriz Teresa Austregésilo, com quem teve seu unido filho, Rafael, nascido em 1963.

Entre 1980 a 1983, viveu com a atriz Sílvia Bandeira. Em 1984, namorou a atriz Claudia Raia, com quem ficou por dois anos, e a atriz Mika Lins foi sua companheira em 1987.

Depois disso, ficou por mais de dez anos com a designer gráfica Flávia Junqueira Pedras Soares, de quem se separou em 1998.

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