Na reta final para o Enem, o desafio dos estudantes é claro: revisar o máximo possível em pouco tempo, sem perder foco nem motivação. Nesse cenário, a inteligência artificial (IA) vem se tornando uma aliada importante, capaz de ajudar na organização, revisão e personalização do aprendizado.
De acordo com Ademar Celedônio, diretor de Ensino e Inovações Educacionais do SAS Educação, o segredo está em usar a IA com propósito: “A inteligência artificial não deve substituir o estudo, mas pode ajudar o aluno a aprender de forma mais direcionada e estratégica”, afirma o professor.
A tecnologia pode ser usada para aprofundar conteúdos, tirar dúvidas e criar materiais sob medida, tornando o estudo mais dinâmico e eficiente. Além disso, a IA permite que o estudante entenda o quanto domina cada tema, adaptando o ritmo de acordo com suas necessidades.
A seguir, algumas formas práticas de aproveitar o recurso nas últimas semanas antes da prova:
- Gerar resumos com pontos-chave de grandes temas: o estudante pode pedir à IA para resumir assuntos recorrentes do Enem, como Brasil Colônia, Revolução Industrial, Funções ou Ecologia — todos entre os mais cobrados segundo o Raio-X Enem 2025, levantamento do SAS Educação.
- Criar explicações diretas e simplificadas: é possível solicitar que a ferramenta explique um tema “como se fosse para um aluno do ensino médio”, ou em diferentes níveis de dificuldade, começando pelo básico e evoluindo para o avançado.
- Transformar conteúdos em tópicos: ao pedir que a IA organize resumos em listas e tópicos, o estudante facilita a memorização e reforça o aprendizado visual.
- Simular perguntas de revisão: a IA também pode criar perguntas de múltipla escolha ou dissertativas sobre o tema estudado, o que ajuda a fixar o conteúdo e identificar lacunas de compreensão.
- Corrigir redações e aprimorar a escrita: para quem estuda sozinho e não tem sempre um especialista disponível para revisar seus textos, a inteligência artificial pode ser uma boa alternativa. É possível enviar uma foto ou cópia da redação, aplicar a matriz de correção do Enem em um desses modelos de linguagem e pedir a correção. A IA consegue analisar a estrutura e dar uma nota próxima à real.
Além de tornar o estudo mais eficiente, essas ferramentas têm baixo custo ou versões gratuitas, como o ChatGPT, o Gemini e o Claude, tornando o uso acessível para todos os perfis de estudantes.
Mesmo com tantas possibilidades, o professor reforça que a tecnologia deve ser usada como complemento, e não como atalho. “A IA é uma ferramenta de apoio. O aluno precisa continuar lendo, escrevendo e resolvendo questões, porque é isso que constrói o raciocínio crítico”, conclui Ademar.
Com o Enem se aproximando, o uso inteligente da tecnologia pode ser o diferencial para revisar com qualidade, aproveitar melhor o tempo e chegar mais confiante nos dias de prova. Mais do que decorar fórmulas ou datas, o uso inteligente da tecnologia pode transformar a reta final em um momento de confiança e estratégia, onde cada dúvida vira uma oportunidade de aprender melhor e chegar mais preparado para o dia da prova.
Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a):
Caroline Pellegrino de Oliveira
caroline.pellegrino@edelman.com



Leave a Reply