A música brasileira perdeu mais um de seus grandes nomes. O cantor, compositor e pianista Benito di Paula morreu neste domingo, 18 de outubro de 2026, aos 84 anos, em São Paulo, após enfrentar um câncer de próstata.
A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do artista. Benito estava internado no Hospital Nove de Julho, na capital paulista, e realizava tratamento contra a doença havia aproximadamente um ano.
Dono de uma voz marcante e de um estilo que misturava samba, romantismo e influências do jazz, o músico construiu uma trajetória de mais de cinco décadas e se tornou um dos artistas mais populares da música brasileira.
Benito di Paula enfrentava câncer havia cerca de um ano
Segundo informações divulgadas pela equipe do cantor, Benito di Paula vinha enfrentando um câncer de próstata e recebia acompanhamento médico.
O artista passou mal no fim da tarde de domingo e foi levado ao hospital pelo filho, o músico Rodrigo Vellozo, mas não resistiu.
A notícia de sua morte provocou manifestações de pesar entre fãs e personalidades da música brasileira.
Nas redes sociais, Rodrigo publicou uma fotografia ao lado do pai e deixou uma mensagem de despedida: “Te amo, papai! Obrigado!”
Quem foi Benito di Paula?
Nascido em 28 de novembro de 1941, em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, Benito di Paula, cujo nome de batismo era Uday Vellozo, começou sua trajetória musical se apresentando em casas noturnas.
Foi na década de 1970 que conquistou projeção nacional, especialmente ao desenvolver uma sonoridade que combinava a cadência do samba com o piano, arranjos românticos e influências de outros gêneros musicais.
Seu estilo ficou associado ao chamado samba-joia, vertente que ganhou popularidade nas rádios brasileiras e aproximou o samba de uma linguagem mais romântica.
Em 1973, Benito alcançou um de seus maiores sucessos com “Retalhos de Cetim”, composição que se tornou um clássico da música popular brasileira.
Ao longo da carreira, o artista também emplacou canções como “Meu Amigo Charlie Brown”, “Mulher Brasileira”, “Do Jeito Que a Vida Quer”, “Se Não For Amor” e “Tudo Está no Seu Lugar”.
Uma carreira que atravessou gerações
Com dezenas de trabalhos lançados e uma carreira marcada por apresentações em diferentes regiões do país, Benito di Paula conquistou reconhecimento por sua maneira particular de interpretar o samba.
Suas composições também ganharam novas versões nas vozes de outros artistas, ajudando a manter seu repertório presente entre diferentes gerações.
O músico chegou a comandar o programa “Brasil Som 75”, na extinta TV Tupi, e teve músicas interpretadas por nomes como Roberto Carlos, Maria Bethânia e Alcione.
Nos últimos anos, Benito também desenvolveu projetos musicais ao lado do filho Rodrigo Vellozo, mantendo viva sua ligação com os palcos e com a composição.
Cantor foi homenageado no Carnaval de São Paulo
Em 2025, Benito di Paula recebeu uma homenagem especial da escola de samba Águia de Ouro, durante o Carnaval de São Paulo.
Com o enredo “Em Retalhos de Cetim”, a agremiação levou para o Sambódromo do Anhembi uma celebração da trajetória do cantor e de sua contribuição para a música brasileira.
A homenagem reforçou a importância de sua obra para a cultura nacional e sua ligação com o samba paulista.
Velório será aberto ao público nesta terça-feira (20)
A despedida de Benito di Paula acontecerá nesta terça-feira, 20 de outubro, no Theatro Municipal de São Paulo.
O velório será aberto ao público, das 9h às 15h, permitindo que fãs, amigos e admiradores prestem suas últimas homenagens ao artista.
O sepultamento está previsto para as 17h, no Cemitério Morumby, em São Paulo, em cerimônia reservada aos familiares.
A morte de Benito di Paula encerra uma das trajetórias mais importantes do samba romântico brasileiro.
Seu legado permanece nas canções que atravessaram décadas e continuam fazendo parte da história da música popular brasileira.






