Ansiedade, irritação, cansaço? O problema pode estar no seu prato

Você já parou para pensar que o que está no seu prato pode estar diretamente ligado ao seu humor e até aos níveis de ansiedade? A ciência vem comprovando que há uma forte conexão entre a alimentação e o funcionamento do cérebro, especialmente na produção de neurotransmissores responsáveis pelas emoções e pelo bem-estar.

Segundo Cintya Bassi, coordenadora de Nutrição e Dietética do São Cristóvão Saúde, “o que comemos afeta diretamente o funcionamento do cérebro, que precisa de nutrientes para produzir neurotransmissores como serotonina, dopamina, GABA e noradrenalina”.

Alimentos que acalmam (e os que podem agitar)
Embora não existam alimentos capazes de “curar” a ansiedade, Cintya explica que certos nutrientes e padrões alimentares ajudam a reduzir sintomas e promover equilíbrio emocional.

“A alimentação influencia o cérebro ao regular neurotransmissores, reduzir processos inflamatórios e atuar no chamado eixo intestino-cérebro, a conexão entre o intestino e o sistema nervoso central”, detalha.
Entre os nutrientes aliados da saúde mental estão:

  • Triptofano: presente em ovos, queijos, salmão e nozes — essencial para a produção de serotonina;
  • Magnésio: encontrado em espinafre, sementes de abóbora, abacate e amêndoas — ajuda a reduzir tensão e irritabilidade;
  • Ômega 3: presente em peixes gordos, chia e linhaça — tem efeito anti-inflamatório e protetor cerebral;
  • Probióticos: como kefir, iogurte natural e chucrute — equilibram a microbiota intestinal e influenciam o humor;
  • Carboidratos complexos: como aveia, batata-doce e quinoa — liberam energia de forma gradual e estabilizam o humor.
  • Chás calmantes, como camomila, melissa e mulungu, também podem contribuir para momentos de relaxamento e controle da ansiedade.
Deficiências que afetam o equilíbrio emocional
Sintomas como fadiga mental, irritabilidade, apatia e falta de motivação muitas vezes estão ligados a deficiências nutricionais.
Cintya destaca algumas das mais comuns:
  • Vitamina B12: baixos níveis podem causar irritabilidade e sintomas depressivos;
  • Ferro: sua carência provoca cansaço, apatia e dificuldade de concentração;
  • Magnésio: influencia o sono, a tensão muscular e a ansiedade;
  • Vitamina D: importante para o humor, disposição e imunidade;
  • Vitaminas B6 e B1: associadas à clareza mental e estabilidade emocional.
Dietas restritivas podem piorar o humor
Embora populares, as dietas muito restritivas podem causar o chamado efeito rebote, com piora do humor, compulsões e aumento da ansiedade.

“É importante adotar uma alimentação equilibrada e flexível, sem proibições radicais. Permita-se comer com moderação o que gosta e evite o ciclo de culpa”, orienta a nutricionista.

Dormir bem, controlar o estresse e buscar acompanhamento profissional também são pilares para manter a saúde mental em equilíbrio.

Pequenas mudanças, grandes efeitos
Alguns ajustes simples na rotina alimentar já podem fazer diferença em poucos dias:

  • Incluir proteínas e carboidratos complexos em todas as refeições;
  • Reduzir o consumo de açúcar e cafeína;
  • Boa hidratação;
  • Aumentar o consumo de alimentos ricos em magnésio e ômega-3;
  • Prefirir alimentos naturais e minimamente processados.
“Uma alimentação saudável, diversificada e equilibrada é a melhor forma de cuidar da saúde física e mental. Cuidar do que se come é também uma forma de cuidar do que se sente”, conclui Cintya.

Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a):
CAMILA NESTOR PAL
camila.nestor@globalprconsulting.com

Acompanhe todas as notícias do mundo da música, cultura pop, famosos, televisão, entrevistas e muito mais.
Sair da versão mobile