Notar que as unhas quebram com facilidade, sentir dores leves nas costas ou perceber uma curvatura na postura são mudanças que frequentemente passam despercebidas. Pequenos gestos do dia a dia, como levantar de uma cadeira ou carregar objetos leves, podem se tornar desconfortáveis, sinalizando que os ossos estão mais frágeis. Por se desenvolver de forma silenciosa, a osteoporose muitas vezes só é identificada quando ocorre uma fratura.
“Além dos sinais mais evidentes, como fraturas ou dor intensa, é comum que o paciente apresente perda de equilíbrio, cansaço muscular e dificuldade para realizar tarefas cotidianas que antes eram simples”, observa Jéssica Ramalho, fisioterapeuta e cofundadora da Acuidar, maior rede de cuidadores especializados da América Latina. “É importante que qualquer alteração na mobilidade ou na postura seja avaliada. Com prevenção e acompanhamento adequado, conseguimos reduzir riscos e melhorar a qualidade de vida, mesmo antes de a doença ser confirmada por exames”, reforça.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), entre 13% e 18% das mulheres e 3% a 6% dos homens acima de 50 anos apresentam osteoporose, evidenciando a necessidade de conscientização. Os sintomas vão além da fragilidade óssea: redução da mobilidade, fadiga constante e perda gradual de altura podem indicar comprometimento significativo dos ossos.
A evolução silenciosa aumenta o risco de fraturas em quadris, punhos e vértebras, comprometendo a autonomia e a qualidade de vida, especialmente em pessoas mais velhas.
Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico precoce é essencial para prevenir fraturas e preservar a independência. A densitometria óssea é o exame padrão, recomendado para mulheres após a menopausa e homens acima de 65 anos. Avaliar histórico familiar, uso de medicamentos e hábitos de vida também é importante para identificar fatores de risco.
“O acompanhamento deve ser individualizado, considerando estilo de vida, alimentação, exercícios e histórico de saúde do paciente”, explica Jéssica. Segundo a profissional, a fisioterapia é fundamental não apenas para fortalecer a musculatura, mas também para melhorar o equilíbrio e reduzir o risco de quedas.
O tratamento envolve medicação, exercícios supervisionados e orientação nutricional, com foco em cálcio e vitamina D. A maior incidência em idosos torna o cuidado contínuo ainda mais importante, pois a recuperação após fraturas é mais lenta e o risco de complicações aumenta. “Investir em prevenção e acompanhamento constante reduz significativamente as chances de fraturas graves, preservando qualidade de vida e autonomia”, completa a especialista.
Como lidar no dia a dia?
Embora a osteoporose não tenha cura definitiva, é possível conviver com a doença mantendo saúde, segurança e independência. Adotar hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, prática regular de atividades físicas e exposição moderada ao sol para absorção de vitamina D, é essencial. Vale ressaltar que ajustar o ambiente doméstico — iluminação adequada, tapetes firmes e móveis estáveis — é um fator importante, uma vez que corrobora com a prevenção de quedas.
Jéssica aponta que, para pacientes com esse diagnóstico, a presença de um cuidador no dia a dia é essencial para tornar a rotina mais segura – “ele auxilia na administração de medicações, na prática de exercícios, na manutenção da postura correta e na adaptação do ambiente. A presença desse profissional permite que o paciente mantenha autonomia e segurança, evitando acidentes e promovendo bem-estar físico e emocional.”
Com prevenção, acompanhamento médico e suporte profissional, a osteoporose deixa de ser apenas uma condição silenciosa e passa a ser controlável. Conforme reforça a especialista, a atenção aos sinais iniciais e aos cuidados contínuos é fundamental, pois garante que o paciente preserve independência, mobilidade e qualidade de vida.
Sobre a Acuidar:
Fundada em 2016 pelo médico Vitor Hugo de Oliveira e pela fisioterapeuta Jéssica Soares Ramalho, a rede oferece serviços no domicílio do cliente ou durante acompanhamento hospitalar, com opções de diárias avulsas e planos mensais. A marca entrou para o mercado de franquias em 2020, contando hoje com mais de 300 unidades inauguradas. O investimento inicial total é a partir de R$ 32,5 mil (já com a taxa de franquia), o faturamento médio mensal é de R$ 60 mil e o prazo de retorno é de 6 a 15 meses. Saiba mais em: https://www.acuidarbr.com.br/
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MARIANA DO PATROCINIO DE SOUZA
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