São Paulo, dezembro de 2025 – A Stark Infra anuncia um novo capítulo em sua trajetória. Criada originalmente para suportar as operações do Stark Bank, a empresa de tecnologia financeira cresceu, ganhou escala e se tornou uma das principais plataformas de infraestrutura financeira do país. Agora, com operação independente, a Stark Infra mira uma expansão acelerada e prevê processar mais de R$500 bilhões em volume de pagamentos (TPV) em 2025, um crescimento de 80% em relação ao ano anterior.
A empresa, que hoje é responsável por dois terços dos Pix Automáticos realizados no Brasil, aposta na criação de novos produtos, na ampliação do time e em uma estratégia baseada em inteligência artificial para atender à crescente demanda de bancos, fintechs e grandes empresas por infraestrutura moderna, segura e escalável.
“A Stark Infra cresceu e se tornou mais robusta, atendendo grandes clientes como Wise, Astropay, Mêntore Bank, Kanastra, Voll, o próprio Stark Bank, dentre outros. Com mais autonomia e foco, projetamos um crescimento exponencial nos próximos anos”, afirma Felipe Facchini, CEO da Stark Infra.
De software house à infraestrutura do sistema financeiro
A jornada que culminou na criação da Stark Infra começou há quase uma década antes de seu lançamento oficial. Em 2014, o empreendedor e engenheiro Rafael Stark fundou a HummingBird, uma software house dedicada ao desenvolvimento de APIs e soluções tecnológicas para empresas. A vocação pela construção de sistemas robustos e escaláveis já apontava para um caminho que, mais tarde, se tornaria essencial ao setor financeiro.
Quatro anos depois, em 2018, Rafael Stark lançaria o Stark Bank, banco digital para empresas, criando a primeira API bancária do Brasil. A proposta de permitir integrações bancárias automatizadas ganhou força rapidamente, mas o maior salto ainda estava por vir.
Em 2020, ao receber a licença de Sociedade de Crédito Direto (SCD) do Banco Central, o Stark Bank precisou se conectar oficialmente ao Bacen e operar como instituição regulada. Isso exigia uma infraestrutura nova e complexa: mensageria Pix e SPB, core bancário, cabine reserva, processadora de cartões, além de sistemas de reporte regulatório. Ao buscar fornecedores, Rafael Stark encontrou um cenário que ele descreve como “tecnologicamente defasado, caro e incapaz de acompanhar empresas modernas”.
A frustração com a oferta existente levou à decisão de construir internamente toda a infraestrutura necessária, mas com uma ambição maior.
Em 2021, começou o desenvolvimento da Stark Infra. Ela foi criada inicialmente para atender o próprio Stark Bank, mas, ao invés de limitar seu uso à própria instituição, Rafael Stark escolheu um caminho de desenvolvimento mais longo, permitindo que o Stark Bank utilizasse a Stark Infra assim como qualquer outra instituição regulada faria.
“A história é parecida com a criação da AWS”, compara Rafael Stark. “A Amazon precisou criar seu próprio cloud para suportar seu rápido crescimento e decidiu disponibilizar a mesma infraestrutura às empresas. A Stark Infra segue a mesma lógica: oferecer a outras instituições reguladas a infraestrutura financeira que nós mesmos usamos”.
Stark Infra: A ”AWS” para instituições reguladas
Com a maturidade do sistema e o interesse crescente de bancos, fintechs e empresas em processo de regulação, a Stark Infra foi lançada oficialmente ao mercado em 2022. Desde então, consolidou-se como uma das principais empresas de tecnologia para acesso ao Sistema Financeiro Nacional, operando soluções proprietárias de mensageria, liquidação, core bancário, processamento de cartões, inteligência artificial e iniciação de pagamentos.
Hoje, mais de 50 instituições, incluindo empresas globais como Wise e AstroPay, utilizam a plataforma para operar em larga escala com segurança e conformidade regulatória. A infraestrutura é capaz de processar mais de 1.700 transações por segundo por cliente, mantendo 99,96% de disponibilidade, índices alinhados com padrões globais.
Segundo Facchini, CEO da companhia, o diferencial está no desenho da arquitetura tecnológica. “Construímos o sistema desde o início para operar em tempo real, sem dependência de legados. Nosso foco é permitir que uma nova geração de instituições financeiras seja mais moderna, eficiente e centrada na experiência do cliente”, afirma.
Entre as soluções que mais têm impulsionado o crescimento da empresa está o Pix Automático, adotado por companhias que buscam reduzir inadimplência e automatizar cobranças recorrentes com liquidação imediata.
Com expansão acelerada, a Stark Infra se posiciona hoje como uma das principais responsáveis por modernizar os bastidores do sistema financeiro brasileiro, entregando a infraestrutura que instituições tradicionais e novas entrantes precisam para operar em um ambiente cada vez mais complexo e digital.
Soluções e frentes de negócio
A Stark Infra oferece um portfólio completo de soluções para o ecossistema financeiro, incluindo:
– Pix (participante direto ou indireto) – mensageria do Pix e conexão ao SPI do Banco Central e APIs para integração total;
– Cartões (emissão e processamento) – processadora de cartão e infraestrutura white label, BIN sponsorship e flexibilidade total para as empresas lançarem seus próprios produtos financeiros;
– Core bancário e regulatório – ledger, cabine reserva e módulos de reporte automático ao Banco Central;
– Crédito, CCB e securitização – originação e liquidação instantânea via Pix, 24/7;
– IA aplicada – validação de documentos e automação de análise de contratos sociais, com ganho de eficiência de até 80%.
Novo CEO e plano de crescimento
Felipe Facchini assumiu como CEO da Stark Infra em agosto de 2025. Com mais de 20 anos de experiência em bancos, fintechs e meios de pagamento — incluindo 11 anos no PayPal, onde foi Managing Director Brazil, além de passagens por Itaú, VR Benefícios, Credicard e Shopbanx — Facchini chega com a missão de escalar a operação e fortalecer a presença da marca no mercado B2B.
Rafael Stark, fundador do grupo, segue com papel estratégico no ecossistema, cuidando da operação do Grupo Stark e apoiando Felipe na expansão da Stark Infra.
“Nosso modelo permite que o grupo atue como competidor em um serviço e parceiro em outro. Essa neutralidade é o que destrava o crescimento do ecossistema e da própria Stark Infra”, conclui Facchini.
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PATRICIA MARTINS PEREIRA
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