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Por que a cobertura vai além da impermeabilização?

A cobertura é um dos elementos mais importantes de qualquer edificação. Muito além da função de proteger contra intempéries, ela influencia diretamente o conforto térmico, a durabilidade e a eficiência energética das construções. No entanto, para alcançar esses resultados, é preciso olhar para a cobertura não como um produto isolado, mas como um sistema composto por diferentes camadas que atuam em conjunto.

De acordo com Veridiana Sampaio, especialista técnica em coberturas do Grupo Soprema, é comum que a cobertura seja tratada apenas como uma capa impermeabilizante. “O correto é enxergá-la como um sistema completo, formado por diversas camadas que garantem estanqueidade, isolamento térmico e até desempenho acústico. Essa visão mais ampla é essencial para assegurar durabilidade, eficiência e sustentabilidade às edificações”, explica.

O sistema de cobertura é estruturado a partir de diferentes materiais que se sobrepõem, cada um com uma função específica. Há a camada de impermeabilização, responsável por impedir a passagem de água e umidade, o isolamento térmico, que ajuda a manter a temperatura interna estável, e, em alguns casos, a camada acústica, voltada à absorção de ruídos. Essa combinação garante um elevado desempenho técnico e uma vida útil prolongada, reduzindo manutenções ou substituições de telhados.  
 
Tipos de sistemas

O mercado de coberturas conta com diferentes sistemas baseados em mantas sintéticas de alta performance, como o TPO (poliolefina termoplástica) e o PVC (policloreto de vinila), além de soluções voltadas para retrofit, como o EPDM (borracha sintética) e o silicone líquido. “Cada tecnologia apresenta características específicas e atende a diferentes demandas. O TPO, por exemplo, é muito utilizado em grandes áreas industriais e logísticas por sua alta refletância solar, estanqueidade e facilidade de instalação. Já o PVC é mais comum em edificações residenciais e comerciais, por oferecer durabilidade, plasticidade e acabamento estético em diversas cores”, explica a especialista.

As mantas sintéticas, tanto de TPO quanto de PVC, são pré-fabricadas e aplicadas por termofusão, processo que solda as juntas por ar quente e garante vedação completa. Já o EPDM, uma borracha sintética altamente elástica, é indicado para recuperação de coberturas e áreas que exigem grande flexibilidade. “O EPDM pode atingir alongamento de até 400%, acompanhando movimentações estruturais sem romper, o que o torna ideal para retrofit de lajes e telhas W de concreto”, detalha a profissional.

Outra tecnologia em destaque é o silicone líquido, uma membrana aplicada como pintura que forma uma camada emborrachada contínua. Segundo Veridiana, trata-se de uma solução prática e durável, especialmente indicada para a recuperação de sistemas existentes. “O silicone oferece facilidade de aplicação e contribui para aumentar a vida útil das coberturas, sem a necessidade de grandes intervenções”, afirma.

Dica de produtos:

Flagon SR – Manta sintética de PVC-P reforçada com malha de poliéster, produzida por processo de coextrusão ou impregnação. Foi especialmente desenvolvida para impermeabilização de coberturas expostas, como telhados e lajes, podendo ser aplicada em substratos de concreto, metálico ou madeira, com sistema de fixação mecânica ou aderida.

Flagon EP/PR – Manta sintética composta por poliolefina modificada (TPO), obtida por coextrusão e reforçada com malha de poliéster. A face superior branca apresenta alta resistência às intempéries e aos raios UV, enquanto a face inferior preta se destaca pela resistência à perfuração.

Sopraguard One – Manta de EPDM, uma borracha sintética versátil, conhecida por sua excelente resistência a intempéries (UV, ozônio), calor extremo, produtos químicos e envelhecimento. Projetado para ambientes de alta exigência, combina resistência mecânica, sustentabilidade certificada, fácil manuseio e resultados duradouros.

Alsan Coating Sil 402 – Produto impermeabilizante à base de silicone monocomponente, com alto teor de sólidos e baixo VOC. Atua como barreira e revestimento protetor em diversos substratos e coberturas de baixa inclinação. O revestimento é durável, resistente às intempéries e à degradação por raios UV. Pode ser aplicado como sistema de manutenção sobre mantas existentes de TPO, PVC, EPDM, mantas e membranas asfálticas, além de coberturas metálicas e de concreto.
 

Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a):
JOÃO VITOR RUVOLO NAVARRO
joao.ruvolo@2pro.com.br

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