Empreender pode parecer um caminho seguro: escolher uma marca consolidada, um modelo de negócio validado e o apoio de uma estrutura já testada para investir seu dinheiro. Mas por trás do sucesso existe muito trabalho e decisões estratégicas sendo tomadas todos os dias. Segundo o Sebrae, a cada 100 pequenas empresas nas áreas de serviços, comércio e indústria, 23 fecham as portas após dois anos de funcionamento — a maioria por motivos que poderiam ser evitados.
Segundo Viviane Queiroz, Head de Expansão do grupo DS, Marcas Di Santinni e Capodarte, o sucesso do empreendedor de primeira viagem depende tanto do esforço e dedicação quanto da parceria com a franqueadora. “Errar faz parte da trajetória de qualquer empreendedor, especialmente de quem está começando. Nosso papel como franqueadora é justamente oferecer o suporte para que esses erros sejam evitados — e para que cada novo franqueado cresça com mais segurança e confiança”, afirma.
Para não se tornar estatística, veja a seguir cinco erros comuns de empreendedores de primeira viagem e como evitá-los:
1. Não escolher bem o ponto
O ponto comercial não é um detalhe, e sim um dos pilares do sucesso da franquia. É comum que muitos empreendedores, especialmente os iniciantes, priorizem o aluguel mais baixo ou uma localização “conveniente”, ignorando fatores como fluxo de pessoas, perfil do público e visibilidade da fachada. O resultado pode ser um espaço bonito, porém vazio. Antes de assinar o contrato, vale investir em estudos de mercado, buscar consultorias especializadas e até conversar com comerciantes vizinhos para garantir que o ponto esteja alinhado ao público da marca e às expectativas do negócio.
Algumas franqueadoras, como a Di Santinni e a Capodarte, auxiliam neste processo. “Temos ferramentas de geomarketing e times de expansão inloco que garantem uma escolha mais assertiva de ponto”, compartilha Viviane.
2. Subestimar a importância do capital de giro
Outro equívoco frequente é não ter reserva de emergência. Nos primeiros meses, o negócio demanda mais investimento do que retorno: há imprevistos de obra, ajustes na operação, treinamento da equipe, campanhas de marketing, etc. O capital de giro é o oxigênio que mantém a empresa viva até que o fluxo de caixa se estabilize.
3. Ignorar a franqueadora
A franqueadora deve ser a maior parceira durante toda a jornada, especialmente nesse início. Ignorar treinamentos, dispensar consultorias ou não tirar dúvidas e pedir ajuda mina o propósito do sistema de franquias: replicar uma fórmula de sucesso.
“Queremos que o franqueado nos veja como um amigo — alguém presente em todas as etapas da jornada, não apenas para ajustar rumos, mas também para celebrar conquistas. Nosso suporte é completo, abrangendo desde a gestão financeira até o marketing e a operação. O objetivo é que cada franqueado aproveite ao máximo esse conhecimento e alcance todo o seu potencial”, coloca Viviane.
4. Esquecer que o cliente precisa ser conquistado todos os dias
Ter uma marca reconhecida não dispensa o trabalho de atrair e fidelizar clientes. É preciso investir em comunicação digital e física e experiências de compra que encantam. Um plano de marketing ativo e simples, com base em calendários sazonais, é um bom começo, assim como investir no relacionamento pré e pós-venda faz toda a diferença. O relacionamento pré-venda estabelece a confiança, fundamental para atrair e converter clientes, quanto o pós-venda garante a fidelização e incentiva a recompra, crucial para o crescimento. A força da marca deve ser complementada pelo carisma, credibilidade e engajamento do franqueado na comunidade local.
5. Deixar de aprender
O sucesso de uma franquia depende de um treinamento alinhado a uma boa gestão. Embora o produto seja importante, o fator humano é decisivo. Em um mercado competitivo, a atualização e a capacitação contínua — tanto da equipe quanto do próprio gestor — são essenciais para manter a operação eficiente. Funcionários bem treinados se sentem valorizados, entendem o propósito da marca e realizam melhores vendas, enquanto o franqueado que aprimora suas habilidades em gestão, liderança e vendas se torna mais preparado para identificar oportunidades e impulsionar o desempenho geral da unidade.
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BEATRIZ ESTEVES DE AGUIAR
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