Quase um terço dos diagnósticos oncológicos masculinos é de câncer de próstata, revelam dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA). O tipo mais comum de câncer entre o sexo masculino mata 48 homens por dia somente no Brasil, segundo números de 2024 da Sociedade Brasileira de Urologia. Apesar disso, a doença ainda é um tabu no país e, por isso, a campanha de novembro azul se mostra fundamental na conscientização e prevenção das doenças urológicas, em especial o câncer de próstata.
Isso se deve a uma das principais formas de rastreio da doença: o toque retal, exame físico realizado por urologista ou proctologista que é rápido e indolor, durando de 3 a 15 segundos. O exame de rotina é fundamental, já que, no início, o câncer de próstata não apresenta sintomas, explica o Dr. Raphael Feres, urologista da Casa de Saúde São José.
“A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda que homens que possuem histórico familiar da doença e homens negros, que têm maiores chances genéticas de desenvolvimento do câncer de próstata, realizem os exames de rotina após os 45 anos. Os demais devem iniciar aos 50 anos”, explica o Dr. Raphael. Outros fatores de risco incluem sedentarismo, obesidade, alimentação rica em gorduras, tabagismo e consumo excessivo de álcool.
Além do toque retal, é recomendada também a realização rotineira da dosagem do PSA (antígeno prostático específico), proteína produzida pela próstata que se estiver em níveis elevados pode indicar o câncer. “Em alguns casos específicos, completamos a avaliação com ressonância magnética da próstata”, completa o médico.
Já em relação ao tratamento, tudo depende se o câncer está restrito ou não à próstata – glândula do sistema reprodutor masculino que fica abaixo da bexiga e envolve a uretra. Com o diagnóstico precoce desses casos, o tratamento preconizado é a remoção cirúrgica da próstata, com índices de cura superiores a 95%. Em outros casos, a radioterapia pode ser indicada, caso o paciente tenha alguma contraindicação para o procedimento cirúrgico. Outras opções de tratamento são a hormonioterapia ou quimioterapia, que visam frear a evolução do câncer.
“A Casa de Saúde São José é o único hospital do Rio de Janeiro que dispõe de duas plataformas robóticas para oferecer o que há de melhor para a abordagem cirúrgica do câncer de próstata. Além disso, a parceria do hospital com a Oncoclínicas permite a inserção do paciente em uma linha de cuidados multidisciplinar, onde há o acompanhamento contínuo por oncologistas, urologistas, radio-oncologistas, nutricionistas, fisioterapeutas e enfermeiros, possibilitando um tratamento completo para todas as necessidades dos pacientes”, conclui o urologista da Casa de Saúde São José.
Sobre a Casa de Saúde São José
A Casa de Saúde São José, pertencente à Rede Santa Catarina, é uma das instituições de saúde mais tradicionais do Rio de Janeiro, com 102 anos de excelência no coração da Zona Sul. Com mais de 30 especialidades médicas, 4,8 mil médicos cadastrados e uma equipe de mais de 2 mil colaboradores dedicados à assistência integral, o hospital possui certificação internacional Qmentum – Selo Diamante –, além do selo UTI Top Performer, garantindo padrões de excelência e se destacando pelo acolhimento e atendimento humanizado. Ao todo, são 219 leitos, sendo 62 semi-intensivos e 51 de UTI, dois centros cirúrgicos completos equipados com robô cirúrgico, além de mais um centro híbrido e nove consultórios. Anualmente, são realizadas 55 mil consultas no pronto-atendimento 24 horas, 14 mil internações e 11 mil cirurgias em diversas especialidades. Saiba mais.
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BERNARDO DE QUADROS BRUNO
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