Novas tecnologias ampliam a automação e a eficiência dos serviços públicos no ecossistema de Justiça

 

Em um momento em que a sociedade demanda respostas mais rápidas, acessíveis e seguras, novas tecnologias têm ampliado a automação, a eficiência e a transparência no atendimento à população. Ferramentas digitais, sistemas inteligentes e modelos inovadores de gestão vêm redefinindo a forma como órgãos de Justiça operam, gerando impactos concretos na prestação de serviços e na vida dos usuários.

Instituições públicas têm adotado ferramentas digitais para reorganizar fluxos internos, reduzir prazos e ampliar o acesso da população a serviços essenciais. Soluções baseadas em inteligência artificial, automação e novos modelos de gestão já estão em operação em diferentes órgãos, com impacto direto na rotina de servidores e usuários.

No Espírito Santo, a Defensoria Pública implementou o projeto Defensoria Cidadã aos Sábados, que oferece atendimento presencial fora do horário comercial. A iniciativa registrou mais de 5.500 atendimentos e permitiu que trabalhadores, estudantes e cuidadores buscassem orientação jurídica em horários alternativos, reduzindo barreiras de acesso.

No Mato Grosso do Sul, o Ministério Público desenvolveu o Robô da Ficha Limpa, ferramenta que utiliza inteligência artificial para verificar a elegibilidade de candidatos em poucos segundos. O sistema cruza dados de 89 bases oficiais e já subsidiou mais de 4.500 análises eleitorais.

No Acre, o Ministério Público adotou blockchain permissionada para registrar etapas da cadeia de custódia de evidências. Os dados passam a ser armazenados em ambiente com registros imutáveis e auditáveis, reforçando a rastreabilidade da prova penal e preparando futuras integrações com outros órgãos do sistema de Justiça.

Em São Paulo, o Tribunal de Justiça estruturou o programa Multiplicadores eproc durante a migração para o novo sistema de processamento eletrônico. Quase cinco mil servidores atuam como agentes de apoio, auxiliando equipes na adaptação às rotinas digitais e contribuindo para a implementação do sistema em larga escala.

No Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, a automação passou a ser aplicada à juntada e ao tratamento de documentos judiciais. A solução utiliza inteligência artificial para identificar arquivos, gerar minutas e organizar processos por assunto, reduzindo o tempo de tramitação e abrindo espaço para impactos operacionais em larga escala.

Essas iniciativas integraram a nova categoria Inteligência Artificial da 6ª edição do Prêmio de Inovação J.Ex. A categoria foi criada neste ano e teve seleção realizada por sistemas de inteligência artificial, fora do processo tradicional de avaliação da FIA e do comitê. A inclusão da categoria não altera os critérios das demais etapas do prêmio.

A premiação é promovida anualmente pelo J.Ex e reconhece projetos e lideranças que desenvolvem soluções para aprimorar serviços no ecossistema de Justiça. A 6ª edição recebeu mais de 600 inscrições, selecionou 176 finalistas e reuniu 97 instituições de seis países.

 

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GABRIEL MARQUES BERNARDO
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