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Mostra Ecofalante apresenta obras em Realidade Virtual no Sesc Doca, em Belém, durante a COP30

Considerado o mais importante evento audiovisual voltado à discussão socioambiental da América do Sul, a Mostra Ecofalante de Cinema preparou uma programação especial para Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025.

 

O evento Mostra Ecofalante de Cinema: Realidade Virtual na COP30 traz seis trabalhos brasileiros realizados em realidade virtual e fica em cartaz de 6 a 22 de novembro, no Sesc Doca, localizado na Rua Senador Manoel Barata 1873, Reduto. A entrada é franca.

 

Realidade virtual é uma tecnologia que cria um ambiente digital imersivo, gerado por computador, onde os utilizadores se sentem presentes e podem interagir com cenários tridimensionais como se fossem reais.

 

Na programação está “Amazônia Viva” (10 min), do diretor Estevão Ciavatta, uma experiência imersiva pela região do Rio Tapajós utilizando filmagens em 360° para desvendar um dos lugares mais importantes do planeta e, assim, aproximar a Amazônia cada vez mais das pessoas.

 

Estevão Ciavatta é um premiado diretor, roteirista e produtor, sendo sua empresa Pindorama Filmes a primeira empresa brasileira Carbono Neutro na indústria do audiovisual. Dirigiu o longa-metragem “Amazônia Sociedade Anônima”, vencedor   do 2º lugar no prêmio de escolha do público na Mostra Ecofalante de Cinema, e as séries “Santos Dumont”, “Preamar”, “Um Pé de Que?” e “SOS Mata Atlântica”.

 

Outros cinco trabalhos têm assinatura do artista multimídia Tadeu Jungle. “Fogo na Floresta” (7 min) é um documentário de curta-metragem realizado em Realidade Virtual sobre o povo Waurá, uma etnia indígena de 560 pessoas que vive no Parque Indígena do Xingu, no Mato Grosso. O filme passeia pelo cotidiano da aldeia Piyulaga e revela que os índios mantêm sua cultura tradicional ao mesmo tempo em que incorporam hábitos e tecnologias dos “brancos”.

 

Considerado como o primeiro documentário brasileiro em realidade virtual, “Rio de Lama” (10 min) focaliza o rompimento da barragem da Samarco em Mariana (MG) e o que restou da vila de Bento Rodrigues, contrapondo a paisagem arrasada com as alegres memórias de seus moradores. Em “Fazedores de Florestas” (9 min), o realizador mergulha na experiência do Instituto Socioambiental – ISA e da Rede de Sementes do Xingu que juntou pessoas, conhecimentos e sementes nativas para recuperar áreas degradadas nas bacias dos Rios Xingu, Araguaia e Teles Pires, no norte de Mato Grosso, em uma iniciativa que conseguiu regenerar mais de 6 mil hectares de Floresta Amazônica.

 

“Maravilhas Naturais do Brasil” (8 minutos) propõe uma viagem imersiva pela natureza brasileira por meio dos parques nacionais e da floresta amazônica. O espectador visita virtualmente locais como o rio Sucuri e suas águas transparentes, a Gruta do Mimoso, no Pantanal, o Parque Nacional da Serra da Bodoquena, a nascente do rio Perdido, o Parque Nacional de Itatiaia com suas cachoeiras e a Ilha de Marajó.

 

Finalmente, “Cativeiro” (8 min) aborda o tráfico de animais silvestres. Na trama, um pai compra um pássaro e presenteia a família. O animal, retirado da natureza por bandidos, foi traficado sem anilha. A ave passa mal, e a filha a leva até um CETAS (Centro de Triagem de Animais Silvestres) para tentar salvá-la. 

 

Tadeu Jungle é videasta, fotógrafo, poeta, roteirista e diretor de cinema, TV e Realidade Virtual. Assina a realização do longa-metragem “Amanhã Nunca Mais” com Lázaro Ramos, e o documentário “Evoé, Retrato de um Antropófago”, sobre o dramaturgo Zé Celso Martinez Correa. É diretor de diversos trabalhos em realidade virtual focalizando questões socioambientais, tendo se tornado referência nesse segmento.

 

sobre a COP30

 

A COP30 – 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima é um importante evento planetário cuja 30ª edição acontece em Belém, de 10 a 21/11. Nele estarão reunidos líderes mundiais, cientistas e a sociedade civil para debater e definir ações de combate às mudanças climáticas.

 

sobre a Ecofalante

Organizadora da Mostra Ecofalante de Cinema, cuja 14ª edição aconteceu no último mês de junho, a Ecofalante é uma Organização da Sociedade Civil fundada em 2003 com o objetivo de criar e desenvolver projetos que contribuam para o desenvolvimento sustentável, por meio da educação e da cultura. A entidade responde também pela plataforma de streaming voltada a educadores Ecofalante Play, pelo Programa Ecofalante Universidades (PEU), que disponibiliza filmes para escolas e universidades, e pelo Seminário de Cinema e Educação.

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VALERIA MAGNABOSCO BLANCO
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