Além de prejudicar a reputação do profissional, a falta de transparência traz impactos diretos para as empresas, como o aumento da rotatividade, custos adicionais para reiniciar processos seletivos e possíveis desgastes na equipe. “Quando um colaborador é contratado a partir de informações falsas, a empresa perde tempo, recursos e confiança interna. Muitas vezes, é preciso recomeçar todo o processo, o que gera prejuízos que poderiam ser evitados”, explica a especialista em Recursos Humanos e diretora da Acelere, Lorranny Sousa.
Segundo ela, o papel do RH é cada vez mais estratégico nesse cenário. “Com as consultorias prestadas pela Acelere nos departamentos de RH, observamos que a checagem de informações deixou de ser opcional e virou regra, especialmente para posições estratégicas. Mentiras no currículo podem corroer a confiança e gerar prejuízos reais à empresa. Recomendamos triagens técnicas, validação de informações cruciais e entrevistas comportamentais estruturadas. A transparência desde o início contribui para construir equipes sólidas e alinhadas”, afirma.
A especialista ressalta ainda que, do ponto de vista dos candidatos, a honestidade é a melhor estratégia. “Empresas estão cada vez mais abertas a valorizar potenciais de aprendizado, usando testes e inteligência artificial para isso. É melhor assumir uma lacuna de conhecimento e demonstrar disposição para aprender do que arriscar a carreira com informações inverídicas”, completa.
Com processos seletivos cada vez mais criteriosos e o apoio de ferramentas tecnológicas, a expectativa é que os casos de fraudes no currículo sejam identificados de forma mais rápida, reforçando a importância da integridade como valor fundamental para profissionais e organizações.
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CAROLINA OLIVEIRA DE ASSIS
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