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Intervenção com cão terapeuta promove diálogo e acolhimento a adolescentes da Fundação CASA de Jundiaí

Três jovens que cumprem medida socioeducativa na Fundação CASA de Semiliberdade Jundiaí participaram de uma roda de conversa promovida pela Escola de Gestão Pública da Prefeitura de Jundiaí, realizada no espaço da própria instituição municipal. O encontro foi dedicado a criar um ambiente seguro e acolhedor para que os adolescentes refletissem sobre seus caminhos, desafios e sonhos. A proposta, intitulada “Nossos caminhos, nossas histórias: um papo aberto sobre desafios e sonhos”, estimulou diálogos francos sobre temas que atravessam a vida dos jovens, como relações pessoais, escolhas cotidianas e perspectivas de futuro.

Durante a atividade, realizada no dia 21 de outubro, os adolescentes foram convidados a compartilhar experiências e percepções sobre questões sensíveis, incluindo o uso de drogas, em uma abordagem livre de julgamentos e voltada para a compreensão e construção de novas possibilidades de vida.

Um dos destaques da iniciativa foi a presença da Kaica Maria, uma labradora preta de seis anos, especializada em Intervenção Assistida por Animais (IAA). Essa abordagem terapêutica utiliza a interação com animais treinados como forma de estimular melhorias na saúde física, social, emocional e cognitiva das pessoas. Afetuosa e habituada ao convívio com o público, Kaica colaborou para criar um ambiente mais leve, confortável e propício ao diálogo. Sua participação ajudou a modular emoções, facilitar conversas e estimular a motivação dos jovens, contribuindo para o bem-estar geral da roda de conversa.

Para a diretora da Semiliberdade Jundiaí, Andreza Tavares Ferreira, a iniciativa reforça a importância de novas metodologias de aproximação com os adolescentes. “Quando oferecemos espaços acolhedores, sem julgamentos e com ferramentas que favorecem a expressão, como a presença da Kaica, os jovens se sentem mais seguros para falar sobre suas vivências e pensar em novas possibilidades. Isso fortalece vínculos e amplia horizontes”, afirma.

A presidente da Fundação CASA, Claudia Carletto, destaca que ações como essa fazem parte da visão institucional de promover práticas humanizadas e integradas. “Trabalhar com Intervenção Assistida por Animais e rodas de conversa qualificadas demonstra o nosso compromisso com políticas socioeducativas que enxergam o adolescente como sujeito de direitos, capaz de ressignificar sua história e construir novos projetos de vida, contribuindo para uma sociedade mais segura”, enfatiza.

Sobre a Fundação CASA
A Fundação CASA, vinculada à Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania, aplica medidas socioeducativas conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE). Atendendo jovens de 12 a 21 anos incompletos em São Paulo, a Fundação executa medidas de privação de liberdade e semiliberdade, determinadas pelo Poder Judiciário, garantindo os direitos previstos em lei, pautando-se na humanização, e contribuindo para o retorno do adolescente ao convívio social. Mais informações em: https://fundacaocasa.sp.gov.br/.

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MATHEUS VINICIUS DE FARIAS SALGADO
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