A quinta edição do DH Fest – Festival de Cultura em Direitos Humanos chega à sua 5ª edição disponibilizando uma seleção de filmes na plataforma de streaming CultSP Play, de acesso gratuito. O evento tem por teme este ano “Memória, terra, liberdade”.
No total, são sete títulos cinematográficos que ficam acessíveis online para todo o Brasil, no período de 25 de novembro a 2 de dezembro. As produções foram realizadas nos estados de Alagoas, Pará, Paraná, Pernambuco e São Paulo, além do Distrito Federal.
Na programação está “Alice”, do cineasta Gabriel Novis, que conquistou o prêmio na categoria documentário internacional em curta-metragem no importante festival Hot Docs, no Canadá. A obra focaliza uma multiartista trans alagoana e sua jornada de retorno ao surfe como forma de lidar com o luto pela morte do pai.
Em “Nosso Modo de Lutar”, as diretoras Francy Baniwa, Kerexu Martim e Vanuzia Pataxó oferecem um olhar único sobre a resistência indígena contemporânea e registram no cotidiano do 20° Acampamento Terra Livre (ATL), a maior mobilização indígena do país.
Filmado na cidade de Assis (SP) e vencedor do Prêmio Canal Brasil na Mostra de Cinema de Tiradentes, “Marmita”, de Guilherme Peraro, acompanha um pedreiro que aprende a ler e enfrenta o dilema de ter sua marmita roubada todos os dias por crianças que sofrem com a fome.
Produção da cidade de Campinas (SP) inspirada em cordel, “A Lenda dos Cavaleiros da Água”, de Helen Quintans, tem por protagonistas mãe e filha vivendo em um sítio isolado e assolado pela seca que têm suas vidas transformadas com a chegada de três misteriosos cavaleiros caçadores de nuvens.
Uma reflexão sobre a percepção do som, o curta pernambucano “O Som da Pele”, de Marcos Santos, conquistou premiações em festivais ao registrar o projeto Batuqueiros do Silêncio, um grupo de percussão formado por surdos.
Por sua vez, “Americana”, de Agarb Rocha, aborda temas como amizade, identidade e traição através da história de cinco amigas que são detidas após uma briga, se destacando por ser filmado inteiramente em Belém e ter um elenco majoritariamente trans.
Completa a seleção a comédia romântica paranaense “Meu Pedaço de Mandioca”, de Raíssa Castor, fala sobre despir-se de expectativas e encontrar seu próprio lugar, mesmo que isso comece com um delírio gastro-existencial.
Uma realização do Instituto Vladimir Herzog e da produtora Criatura Audiovisual, o 5º DH Fest – Festival de Cultura em Direitos Humanos tem patrocínio da Petrobras, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet, e da CAIXA.
CultSP Play é uma plataforma de streaming gratuita do Governo do Estado de São Paulo que oferece conteúdos culturais e artísticos como filmes, séries, espetáculos de teatro e dança, documentários, música, exposições virtuais e mais. O endereço é https://cultspplay.com.br/.
serviço
5º DH Fest – Festival de Cultura em Direitos Humanos
https://www.dhfest.art.br/
https://www.instagram.com/dh.fest/
de 25 de novembro a 2 de dezembro de 2025
plataforma CultSP Play
https://cultspplay.com.br/
acesso gratuito
realização:
Instituto Vladimir Herzog
Criatura Audiovisual
patrocínio:
Petrobras, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet
CAIXA
DADOS SOBRE OS FILMES
“A Lenda dos Cavaleiros da Água” (Brasil-SP, 2024, 23 min) – Helen Quintans
Violeta e sua filha Margarida vivem isoladas em um sítio assolado pela seca e têm suas vidas transformadas com a chegada de três misteriosos cavaleiros caçadores de nuvens. Com Reynaldo Soares, Pétala Luana e Violeta Nagai.
“Alice” (Brasil-SP, 2025, 17 min) – Gabriel Novis
A história de Alice, multiartista trans alagoana e amiga de infância de Gabriel Novis, e sua jornada de retorno ao surfe como forma de lidar com o luto pela morte do pai. A narrativa, contada sob a perspectiva da própria protagonista, revela suas vivências em locais marcantes da juventude em Alagoas, enquanto questiona a elitização, a misoginia e a transfobia presentes na comunidade surfista.
“Americana” (Brasil-PA, 2025, 19 min) – Agarb Rocha
O cotidiano, as conquistas e os desafios de um grupo de mulheres trans que vivem na Marambaia, uma periferia de Belém do Pará. A narrativa mescla comédia e crítica social, explorando temas como amizade, traição e identidade, e conta com um elenco majoritariamente trans.
“Cavaram uma Cova no Meu Coração” (Brasil-AL, 2024, 24 min) – Ulisses Arthur
Enquanto uma mineradora perfura a terra para extrair sal-gema, uma gangue de adolescentes planeja quebrar a máquina responsável pelos tremores e afundamento do solo.
“Marmita” (Brasil-SP-PR, 2025, 21 min) – Guilherme Peraro
Dois operários da construção civil, Lourenço e Cícero, se veem em dificuldades com Manchinha, uma criança que trabalha para o tráfico de drogas local, que rouba suas marmitas para comer.
“Meu Pedaço de Mandioca” (Brasil-PR, 2025, 14 min) – Raíssa Castor
Rita se encontra em um ambiente monótono com o qual não se identifica. Em um bar, comendo uma porção de mandioca, entende seu lugar no mundo e se liberta.
“Nosso Modo de Lutar” (Brasil-DF, 2024, 15 min) – Francy Baniwa, Kerexu Martim e Vanuzia Pataxó
A maior mobilização indígena do país é também lugar de encontro entre os multidiversos saberes e fazeres dos povos indígenas no Brasil. Pelo olhar de três cineastas mulheres indígenas, o público é convidado a conhecer o cotidiano do 20° Acampamento Terra Livre (ATL) e a descobrir como os diferentes modos indígenas de existir se expressam também como modos singulares de lutar.
“O Som da Pele” (Brasil-PE, 2024, 22 min) – Marcos Santos
Irton Mário da Silva, mais conhecido como mestre Batman, fala de seu projeto Batuqueiros do Silêncio, um grupo de percussão formado por surdos.
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KARINA MANCINI DE CANHA
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