O veto do governador Mauro Mendes ao reajuste de 6,8% para os servidores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) não é apenas uma disputa orçamentária: representa a negação de uma recomposição crucial de renda que já vinha sendo corroída por anos de inflação e ausência de aumentos dignos. Com os salários congelados por longos períodos, muitos servidores acabaram tendo de recorrer a empréstimos para manter as despesas básicas, já que o poder de compra despencou. Esse fenômeno, inflação alta + estagnação remuneratória, é a verdadeira causa do endividamento generalizado entre servidores públicos.
Enquanto isso, o argumento oficial usado pelo governo, de que o aumento violaria normas fiscais, mascara o custo humano e social desse congelamento salarial: famílias apertadas, crédito elevado e instabilidade financeira. Se aprovada, a matéria representaria mais do que um reajuste: seria um reconhecimento da deterioração real do salário e um alívio fundamental para quem sustenta o Judiciário.
Tal abordagem torna urgente dar voz à classe de servidores e denunciar as consequências reais do veto.
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Dayna Nassif Barossi
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