O câncer de próstata é o segundo mais comum entre homens no Brasil, atrás apenas do câncer de pele não melanoma, de acordo com a Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde. O mesmo informativo também diz que ele é a segunda maior causa de óbito por câncer em pacientes do mesmo gênero.
De acordo com a Dra Cristiane Pertusi, Psicóloga e presidente da ABRATEF, Associação Brasileira de Terapia Familiar, a busca pelo acompanhamento médico é um tabu ainda a ser vencido pela cultura masculina. “Há resistência por parte da cultura masculina. O acompanhamento médico que deveria ser parte rotineira da vida de qualquer um sofre uma mitificação por parte do público masculino, principalmente em questões que envolvam a sexualidade”, afirma.
Dados do Ministério da Saúde indicam que entre 2020 e 2024, o número de atendimentos de pacientes com até 49 anos para tratar câncer de próstata cresceu 32%, passando de 2,5 mil em 2020 para 3,3 mil atendimentos em 2024. Esses números reforçam a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.
“O tabu que permeia o exame de próstata pode ser quebrado através da conscientização, mas além disso, o acompanhamento de um psicólogo pode desconstruir a imagem do exame e, dessa forma, incentivar o acompanhamento médico”, afirma Cristiane Pertusi.
Como o câncer surge de forma silenciosa, a busca pelo exame é essencial para o diagnóstico precoce – para isso, o paciente deve estar preparado para passar por possíveis complicações sexuais, como a impotência. De acordo com a profissional, a terapia é uma importante ferramenta para a desconstrução de mitos e grande aliada do tratamento, do começo ao fim.
Principais sintomas do câncer de próstata:
- dor óssea;
- dor ao urinar;
- vontade de urinar com frequência;
- presença de sangue na urina e/ou no sêmen.
“Quando o paciente busca o acompanhamento de um psicólogo durante as etapas do tratamento, ele recebe a oportunidade de expressar suas angústias, medos e ansiedades a respeito da doença. Dessa forma, há uma oportunidade de um equilíbrio mental fundamental para o momento do diagnóstico”, conclui.
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JULIANA SILVA MACEDO DOS SANTOS
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