5 lições que o mercado imobiliário aprendeu com showrooms imersivos

O mercado imobiliário de alto padrão passa por uma transformação acelerada. Com compradores cada vez mais informados e exigentes, a diferenciação deixou de estar apenas na planta ou no endereço: a jornada de compra tornou-se parte essencial da percepção de valor. Nesse cenário, os showrooms tradicionais, centrados em maquetes e visitas guiadas, dão lugar a centros de experiências imersivas que unem tecnologia, storytelling e sensações reais.

Segundo estudos globais de comportamento do consumidor, cerca de 82% dos compradores têm o primeiro contato com um projeto no ambiente digital, seja por renders, vídeos ou apresentações no celular. A primeira conexão é virtual, mas a decisão final ainda é profundamente emocional. Por isso, incorporar experiências sensoriais no mundo físico tornou-se um diferencial competitivo no segmento premium.

Aline Kubrak, diretora da E_SC, agência especializada em experiências imersivas para o mercado imobiliário, compartilha as principais lições que aprendeu após planejar e implementar dezenas de showrooms imersivos e apresenta resultados reais. 

1. Ativar os cinco sentidos conecta o virtual ao real

A visão é o primeiro sentido a ser ativado. Por isso, é importante produzir materiais esteticamente atraentes que despertem curiosidade pelo projeto e a vontade de saber mais.

Quando o visual desperta curiosidade, isso leva o visitante ao showroom. Lá, todos os sentidos são ativados e ele é transportado para dentro do projeto. No cinema imersivo, vento e gotas de chuva estimulam o tato. Cheiro de mar ou das flores da primavera ativam o olfato. Tudo isso acompanhado de um áudio 360º, que faz a pessoa sentir que está acordando com o som dos pássaros na janela.

Também é possível ativar o paladar com degustação de drinks e de comidas típicas que evocam as memórias sensoriais de cada estação. Ou até mesmo assistir a uma cena de café da manhã, enquanto um aroma de café fresco permeia o ambiente e então saborear um café especialmente desenvolvido para aquele projeto.

“Até pessoas mais sérias, que chegam ao showroom meio desconfiadas, saem do cinema interativo sorrindo. Aquilo quebra o primeiro impacto. Essa experiência os leva além do gabarito, das análises técnicas. É pura emoção!”, conta Lígia Granja, da incorporadora Moura Dubeaux, sobre os resultados do primeiro showroom imersivo da incorporadora, desenvolvido para o projeto Novo Cais de Recife.

2. Conexão emocional é fator de decisão

A decisão de compra é emocional antes de ser racional. Quando o visitante consegue sentir a ‘vibe’ do lugar e tem uma pequena amostra do estilo de vida que vai ter ali, cria um vínculo afetivo com o projeto. Mesmo investidores, que costumam comprar de uma maneira mais racional, são impactados por uma experiência como esta, pois ela aumenta a percepção de valor e de potencial de valorização do imóvel.

A conexão emocional é fruto da ativação dos sentidos, mas principalmente de um bom storytelling. Construir uma narrativa que conta uma história, que conduz o visitante por um caminho de imaginação e identificação com o lifestyle do projeto, é fundamental.

Diferente da realidade virtual, onde cada um fica com o seu óculos, sem ver as pessoas ao redor, o cinema imersivo é uma experiência vivida em conjunto. Estar com pessoas, em comunidade, gera conexão e um senso de pertencimento.

A reação do público nos showrooms imersivos deixa claro o poder dessas vivências. “As pessoas saem do cinema imersivo encantadas com o projeto; muitas já procuram o time de vendas logo em seguida. Essa conexão emocional é fundamental para transformar o interesse em decisão” afirma Aline.

3. Tempo de engajamento gera resultados.

Em um mundo onde a atenção é o ativo mais disputado, oferecer uma experiência memorável é o que gera conexão com o visitante e o mantém interessado no projeto.                      

Um bom exemplo é o projeto do Novo Cais de Recife, que trouxe uma maquete interativa, de 17 metros de comprimento, equipada com iluminação automatizada controlada por tela sensível ao toque, onde cada ponto selecionado no mapa digital aciona uma luz correspondente no modelo físico. Em vez de apenas dar uma olhada rápida, como seria o caso com muitas maquetes tradicionais, o visitante é convidado a interagir e assim aprende mais sobre o projeto.

Combinando a maquete ao cinema imersivo, degustação de cafés elaborados especialmente para este projeto, além de outras experiências únicas, a Moura atraiu a atenção dos recifenses e recebeu, nos primeiros meses da implementação, uma média de 3 mil visitantes por mês. Cada visitante permaneceu, em média, 20 minutos no showroom.

A oportunidade de interagir com o espaço e explorar algo inovador atrai o público e o mantém interessado. Como consequência, aumenta o entendimento sobre o projeto, o que é um passo essencial para preparar o visitante para a decisão de compra.

4. Decisão Acelerada

Se a pessoa já tinha interesse em comprar o imóvel, quando entra em um showroom imersivo, a decisão se consolida e transforma a curiosidade em ação. Muitos compradores acabam fechando negócio no mesmo dia.

Foi o caso do PARC Autódromo, bairro planejado em Curitiba, onde um cinema imersivo apresentou o projeto em movimento, com imagens, sons e sensações realistas. O impacto foi imediato: mais de 80% das unidades foram vendidas em menos de 24 horas.

Além dos números, o diferencial está na experiência completa. Os visitantes saem não apenas com uma compreensão detalhada do imóvel, mas com uma visão clara de como será viver ali. Assim, o cliente chega ao corretor melhor informado sobre o projeto, o que reduz o tempo entre o interesse inicial e a conclusão da venda, tornando a jornada de compra mais fluida e eficiente. 

5. Investimento que dá retorno

O investimento em um showroom imersivo se justifica rapidamente. Além das vendas diretas nos primeiros dias de lançamento, o impacto do projeto se estende à percepção da marca. Mesmo quem não visita o showroom acaba ouvindo falar dele, seja pelas redes sociais, por menções na mídia ou por recomendações de outros clientes.

Mais do que vendas imediatas, essas experiências criam uma percepção de valor e inovação, fortalecendo a marca da incorporadora e gerando um diferencial competitivo que se reflete em projetos futuros. 

Como resume Lígia Granja, muito além do ROI (Return On Investment), este é um investimento que acaba destacando a marca das outras, atrelando-a ao luxo e ao alto padrão. É um investimento em reputação de marca que continua gerando resultados a longo prazo”.

Sobre a E_SC

A E_SC é uma empresa brasileira especializada em experiências imersivas para o mercado imobiliário, que foi fundada a partir da união da Elephant Skin, agência criativa especializada em mercado imobiliário, e da Chroma Garden, estúdio brasileiro de tecnologia e experiências sensoriais.

Unindo design, tecnologia e storytelling, a marca desenvolve showrooms interativos, cinemas imersivos e jornadas sensoriais que aproximam o público dos empreendimentos e ampliam os resultados de vendas. Suas soluções têm contribuído para transformar a forma como incorporadoras apresentam projetos e constroem conexões emocionais com seus clientes.

 

Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a):
ROBERTA MUNHOZ DA ROCHA LEMOS
press@whynews.global

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