4 tipos de IA e aplicações: qual o melhor modelo para sua empresa?
Especialista da Dedalus apresenta os formatos e os casos de uso mais indicados
São Paulo, 2 de dezembro de 2025 – A inteligência artificial (IA) está redefinindo o cenário corporativo, impulsionando a produtividade e a eficiência operacional, além de reposicionar o Brasil de maneira estratégica no cenário de uso da tecnologia como diferencial competitivo. Prova disso é que 40% das empresas do país já utilizam IA em seus negócios, o que as aproxima do patamar europeu de 42%, segundo o estudo “Desbloqueando o potencial da IA no Brasil”, da AWS e Strand Partners, divulgado em agosto de 2025.
Tão importante quando estar bem-posicionado na corrida para a liderança no uso de IA, mais essencial ainda é conhecer as nuances dessa tecnologia para a correta escolha que melhor se adeque à necessidade de cada empresa. Para isso, Dennys Cabrerizo, gerente técnico de arquitetura na Dedalus – líder em Cloud e Data e AI – apresenta um guia de IA para direcionar as companhias na seleção do modelo mais estratégico, com foco em desmistificar a complexidade de cada uma delas e destacando seus potenciais.
“Para se ter um bom alicerce em qualquer iniciativa de IA, o primeiro passo crucial é a estruturação e governança dos dados. Sem uma base sólida, as expectativas em relação à IA podem não se concretizar”, destaca.
Os quatro tipos de IA
A IA pode ser categorizada em quatro tipos, considerando a interação humana e a capacidade de adaptação. Dessa forma, é possível obter um roteiro claro para a implementação de acordo com a necessidade. Veja cada uma delas:
- Inteligência assistida: ela atua como um copiloto, auxiliando o ser humano em tarefas e decisões, sem aprender com as interações. É o ponto de entrada ideal para empresas que buscam ganhos imediatos de produtividade e familiarização com a tecnologia. Como exemplos de uso desse modelo existem as ferramentas para resumir reuniões ou gerar conteúdo. “Começar com projetos internos que melhorem a performance dos colaboradores é o caminho mais fácil para construir confiança na IA”, explica o especialista.
- Automação: esta IA foca na execução de tarefas manuais e cognitivas rotineiras, eliminando a necessidade de intervenção humana. Esse formato não cria novas tarefas, mas otimiza as existentes. O mercado tem aumentado o interesse neste tipo de IA, devido ao seu potencial de redução de custos e otimização de processos. Os casos de sucesso incluem a sumarização de documentos, análise de notas fiscais, e a análise de imagens e vídeos para validação de processos. Um exemplo prático é o uso de drones em plantações para identificar pragas e necessidades de irrigação, substituindo a inspeção manual e otimizando o trabalho do engenheiro agrônomo.
- Inteligência aumentada: esse modelo amplia a capacidade de decisão humana, aprendendo e evoluindo, continuamente, a partir da interação com o ambiente e os usuários. “Diferente da assistida, ela guarda contexto e se aprimora. Um bom exemplo é um assistente de base de conhecimento de políticas corporativas que, com o tempo, aprende as dúvidas mais frequentes e se torna mais eficiente em fornecer respostas precisas”, elucida Dennys.
- Inteligência autônoma: são sistemas de IA que se adaptam e atuam de forma independente, sem interferência humana. Embora seja um campo ainda em evolução, segundo o especialista, ela exige uma governança de dados extremamente madura. “A qualidade dos dados é fundamental para evitar ‘alucinações’ ou erros nestes casos, e é importante não insistir que a IA traga bons resultados, se não há uma boa estruturação de dados”, ressalta.
Cenário global e os setores em destaque
De acordo com o levantamento Statista Market Insights, de março de 2025, o investimento global em IA atinge US$ 243,72 bilhões. Para 2025, a adoção de IA por setor é notável, com o segmento de Serviços Financeiros liderando com 93% de adoção e investimento de US$ 19,9 bilhões, seguido de Saúde (96% de adoção e investimento de US$ 45,2 bilhões, Varejo (78% de adoção e investimento de US$ 25 bilhões), Utilities (47% de adoção e investimento de US$ 11,9 bilhões), Educação (43% de adoção e investimento de US$ 6 bilhões) e Agronegócio (38% de adoção e investimento de US$ 2,9 bilhões)
Cabrerizo destaca que os setores com maior maturidade, como Serviços Financeiros e Varejo, estão avançando para o uso da automação e IA autônoma. Já as áreas de Saúde, Educação e Agronegócio, que estão começando a investir mais fortemente, tendem a focar inicialmente na inteligência assistida e aumentada.
Os principais desafios
Atualmente, a expectativa irreal de execução imediata pela IA e a qualidade dos dados são os principais mitos a serem trabalhados juntos às empresas. “Na Dedalus, por exemplo, utilizamos uma metodologia de análise para avaliar a maturidade de cada cliente, garantindo que as soluções propostas sejam realistas e eficazes.”
A segurança e a ética devem sempre ser preocupações centrais. Na implementação de uma IA, há que se adotar diretrizes de segurança (guard rails) para garantir que ela seja ética e imparcial, além de ser essencial a governança de dados para evitar vazamento de informações sensíveis. O especialista alerta sobre a AI Injection, termo em inglês que se refere à injeção maliciosa de prompt, em que usuários podem manipular a IA para obter informações confidenciais ou desviar seu comportamento.
A ascensão da automação
Para os próximos 3 anos, Dennys estima que a automação será a categoria de IA com maior crescimento e impacto, e a busca por substituir tarefas e otimizar processos impulsionará investimentos significativos nesse segmento.
Entre os fatores críticos de sucesso no uso dessa inovação, estão a cultura organizacional e a eliminação da “Shadow AI” – que é o uso de ferramentas de IA sem controle corporativo. “O caminho mais adequado para isso é ter um parceiro especializado que auxilie a empresa na criação de políticas claras de uso de IA e na promoção de workshops para educar colaboradores sobre os riscos e benefícios, incentivando uma adoção consciente e segura”, conclui.
Sobre a Dedalus
A Dedalus é líder em serviços de Cloud e Data e AI e tem como propósito conectar pessoas, empresas e tecnologias para que explorem seu máximo potencial. Com 36 anos de mercado, a Dedalus garante aos seus clientes, gestão em todas as fases da sua jornada para a transformação digital por meio de um robusto time de especialistas, automação, investimento em novas tecnologias e portfólio completo de serviços.
Com clientes no Brasil, Argentina e Chile, a empresa busca se tornar referência do setor em toda a América Latina, entregando sempre os melhores serviços de planejamento, arquitetura, migração e a governança das operações de Cloud e Data e AI.
Informações para a imprensa:
Máquina – dedalus@maquinacohnwolfe.com
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NATALIA DIAS NEGRETTI
natalia.negretti@maquinacw.com
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