Alaíde Costa e Emicida lançam “Só Por Isso Eu Vim”, dueto que fecha a trilogia de álbuns produzidos para a cantora

Alaíde Costa e Emicida
Fabio Audi

Alaíde Costa e Emicida acabam de lançar o dueto “Só por Isso Eu Vim”. O single, com distribuição digital da Altafonte, anuncia “Meu Vício na Dor de Amar Demais”, álbum que fecha a trilogia que Alaíde gravou com produção de Marcus Preto, Pupillo e Emicida. A canção reúne, pela primeira vez numa mesma gravação, as vozes dos dois artistas.

Alaíde Costa guardava a primeira metade de “Só por Isso Eu Vim” havia décadas, mas a canção seguia inédita porque a compositora sentia falta de uma segunda parte. Ouvindo Alaíde cantar sua metade em diversas ocasiões informais, em festas, bares e restaurantes, Marcus Preto registrou com o celular uma versão à capella e enviou a gravação a Emicida, sugerindo que ele escrevesse uma resposta. Assim nasceu o dueto.

O resultado é uma construção em pergunta e resposta: Alaíde abre a canção confessando timidez e saudade; Emicida retoma a cena décadas depois, do outro lado da mesma espera. Embora um amor platônico esteja evidenciado nos primeiros versos, a letra evita fechar a relação entre os dois personagens num rótulo único. E é nesse espaço em aberto, entre amizade e amor, que o dueto entre uma decana da MPB e um dos nomes centrais da música brasileira contemporânea termina por preencher, em universo que esbarra em Johnny Alf e sua “Ilusão à Toa”.

A banda conta com Leo Mendes no violão de náilon e os sopros escritos por Eduardo Neves e Antonio Neves, pai e filho. Eduardo toca flauta e saxofone; Antonio, trompete e trombone. Assim como as outras faixas do álbum, “Só Por Isso Eu Vim” foi gravada no decorrer de 2026 no estúdio Da Pá Virada, em São Paulo, por Thiago “Big” Rabello e teve assistência de gravação de Victor Nery. A mixagem e a masterização ficaram sob os cuidados de Carlos Trilha.

Com lançamento marcado para 26 de novembro, o álbum “Meu Vício na Dor de Amar Demais”, que conta com patrocínio do Natura Musical, tem seu repertório construído justamente nesse terreno do amor não correspondido, e todo o caos emocional que isso gera. É a estrada predileta de Alaíde Costa desde sua estreia em disco, no fim dos anos 1950, junto com a invenção da Bossa Nova. Em 8 de dezembro, a artista completa 91 anos de vida.