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Com Luciana Paes, Ana Flávia Cavalcanti e Bruna Linzmeyer, “Notícias Populares” estreia no Canal Brasil

A série “Notícias Populares” estreia no dia 29 de setembro no Canal Brasil, como parte das comemorações de 25 anos do canal. Criada pelo jornalista André Barcinski e pelo cineasta Marcelo Caetano, a obra retorna aos anos 1990 e aborda com bom humor as principais histórias do jornal ‘Notícias Populares’, o ‘NP’, que circulou em São Paulo por quase 38 anos, entre outubro de 1963 e janeiro de 2001. Com coprodução do Canal Brasil, a trama é protagonizada por Luciana Paes e ainda conta com Ana Flávia Cavalcanti, Ary França e Rejane Faria no elenco, além de uma participação especial de Bruna Linzmeyer. Os sete episódios inéditos vão ao ar sempre às sextas, às 22h30, e ficam disponíveis no Globoplay + Canais a partir do dia 29.

A história central se passa no início dos anos 1990, quando o jornal está em crise e sofrendo críticas pelo teor sensacionalista. Paloma (Luciana Paes), antiga correspondente em Paris de um dos maiores jornais do Brasil, é convocada para uma dura missão: chefiar os repórteres e modernizar o ‘NP’. Ela terá que driblar seus próprios preconceitos para cobrir casos espetaculares como as histórias do bebê diabo, do bando de palhaços e de uma rebelião de prostitutas. A redação é formada por repórteres com métodos questionáveis, porém, quanto mais absurda é a capa, mais o jornal é vendido.

“A minha personagem não existiu, só que ela é a maneira que o espectador vai ter para observar o ‘NP’, com esse olhar de ‘normalidade’ sobre o que acontecia no jornal. Aos poucos ela vai se transformando e transformando a maneira com que ela vê o Brasil, porque o ‘NP’ tem muito essa coisa desse jogo de cintura brasileiro, de uma série de coisas que você não acharia possíveis e a maneira como se lidava com essas coisas representava o Brasil”, comenta Luciana sobre a sua personagem.

O elenco também traz nomes como o de Ana Flávia Cavalcanti no papel de Greta, jornalista com foco em celebridades; Rui Ricardo Diaz aparece na pele do editor-chefe do NP Matias; Clayton Mariano é o repórter Helcio, que adora uma pauta sensacionalista; Luiz Bertazzo vive o colunista de cinema Luna, que batalha para escrever críticas para o grande público; Rejane Faria aparece como a fotógrafa experiente Marina; Lucas Andrade interpreta o “foca” Adilson, além de Ary França, Fabio Herford, Tuna Dwek, Ed Moraes, Hugo Villavicenzio, Teka Romualdo, Jackie Obrigon, Flow Kountouriotis, Henrique Zanoni, Verónica Valenttin e Germano Mello.

A série conta com a participação especial de Bruna Linzmeyer, que vive Rata, jornalista em uma das principais emissoras de TV do país. A repórter rivaliza com o ‘NP’ na busca por matérias inusitadas e consegue dar furos históricos, como o Gari Galã (Ricardo Teodoro), deixando Paloma preocupada com a concorrência.

Bruna Linzmeyer interpreta Rata. Foto: Arthur Costa

“Trabalhei no ‘NP’ no início da década de 1990 e a ideia de fazer algo baseado nele sempre existiu” conta André Barcinski. “Vi no jornal uma escola muito grande de jornalismo popular. É uma história que me fascina”, completa. Segundo o jornalista, nenhum outro veículo do país tem uma trajetória tão rica quanto a do ‘NP’, tendo sofrido censura mesmo após a ditadura. A história do jornal supera até mesmo as manchetes sensacionalistas que estamparam suas capas. Barcinski ressalta que “o jornal abriu sua cabeça, tirou muitos jornalistas da bolha”. Para Caetano, que também dirigiu a série, o fato de Barcinski ter trabalhado no NP, ajudou muito no entendimento da dinâmica da redação e dos métodos de investigação da época”. “Tentei traduzir os irreverentes e incorretos anos de 1990, em uma linguagem interessante para o público de hoje”, afirma. 

O roteiro foi escrito por Barcinski em parceria com Marcelo Caetano, Ana Carolina Francisco e Ricardo Grynszpan e cada um dos sete episódios traz uma história que foi manchete do jornal. “A ideia foi ter uma grande reportagem do ‘NP’ por episódio, além, é claro, de retratar os próprios personagens do jornal”, afirma Barcinski.

Na busca pelas histórias foram realizadas pesquisas em mais de 1000 exemplares do jornal e várias entrevistas. “Entrevistamos, entre outros, Paulo César Martin, que era editor de esportes e um grande colecionador de ‘causos’ da redação, a jornalista Laura Capriglione, que foi editora do jornal e o Conceição, que era fotojornalista do ‘NP’ e fez oficinas para os atores, além de fazer uma participação especial no primeiro e no segundo episódios“, conta Caetano. 

Os cenários buscaram reproduzir a realidade. A redação do ‘Notícias Populares’, por exemplo, foi montada em um dos prédios do jornal ‘Folha de S. Paulo’, sede do ‘NP’. “Passamos metade das filmagens nessa locação e usamos também o icônico heliporto do jornal, onde os fotógrafos faziam as fotos das gatas do ‘NP’ nos dias mais ensolarados”, explica Marcelo Caetano. Já para as cenas externas foi mais difícil encontrar locações que ainda remetem aos anos 1990, já que São Paulo é uma cidade que muda muito rapidamente. “Não queria que a série tivesse cara de estúdio”, lembra o diretor. 

“Notícias Populares” é o segundo projeto em parceria de Barcinski e Caetano, após a série “Hit Parade”, que também foi exibida pelo Canal Brasil. “Os dois projetos foram idealizados por Barcinski e eu pude colaborar, além da direção, nos roteiros de ‘Hit Parade’. No caso de ‘Noticias Populares’ eu acompanhei todo o período de desenvolvimento de roteiros e assino a criação da série com o André”, explica Caetano. Segundo ele, a parceria é sempre muito afinada. “André tem uma visão muito bem-humorada da cultura pop brasileira e isso está impresso nos personagens e diálogos das séries“, complementa.

Sinopse: Janeiro de 1993. Correspondente de um dos maiores jornais do país na França, Paloma Fernandes volta ao Brasil após romper seu casamento. Ela recebe uma missão de Dr. Felix, dono do Grupo Folha: assumir a chefia de reportagem de um dos jornais do grupo, o Notícias Populares. Mas a tarefa de chefiar os repórteres se mostrará difícil. Paloma vai ter que driblar seus preconceitos para noticiar casos espetaculares como o Bebê-Diabo, o Bando do Palhaço e uma rebelião de prostitutas.

Elenco:

Luciana Paes (Paloma)

Ana Flavia Cavalcanti (Greta)

Rui Ricardo Diaz (Matias)

Ary França (Conrad)

Fabio Herford (Dr. Felix)

Rejane Faria (Marina)

Lucas Andrade (Adilson)

Luiz Bertazzo (Luna)

Tuna Dwek (Aldenora)

Clayton Mariano (Helcio)

Hugo Villavicenzio (Euclides Rocha)

Teka Romualdo (Tia Tita)

Jackie Obrigon (Helga)

Ed Moraes (Gibran) 

Flow Kountouriotis (Tetéia)

Henrique Zanoni (Franco da Rocha)

Ricardo Teodoro (Faísca – Gari Galã)

Verónica Valenttino (Sandra Bocão)

Germano Mello (Hilário de Mello)

Participação especial: 

Bruna Linzmeyer (Rata)

Ficha Técnica:

Autoria: André Barcinski e Marcelo Caetano

Roteiro: André Barcinski, Marcelo Caetano, Anna Carolina Francisco e Ricardo Grynszpan

Direção: Marcelo Caetano

Produção: Kuarup e Canal Brasil

Sobre os criadores:

André Barcinski: jornalista, roteirista, diretor de TV e crítico de cinema e música. Escreveu sete livros, incluindo “Barulho” (1992), vencedor do prêmio Jabuti de melhor reportagem. Dirigiu a série documental “História Secreta do Pop Brasileiro” (2019), na Amazon Prime, e escreveu a série dramática “Hit Parade” (2021), no Canal Brasil. Dirigiu o documentário “Maldito” (2001), sobre o cineasta José Mojica Marins, vencedor do Prêmio do Júri do Festival de Sundance (EUA) e do Prêmio do Público do Festival É Tudo Verdade (São Paulo). 

Marcelo Caetano: cineasta, dirigiu o longa “Corpo Elétrico” (2017) e a série “Hit Parade” (2021) para o Canal Brasil. Atualmente prepara seu segundo longa-metragem chamado “Baby”, com previsão de estreia para 2024. Durante mais de quinze anos de carreira no audiovisual trabalhou como assistente de direção em filmes como “Tatuagem” (2013), “Boi Neon” (2015) e foi produtor de elenco em “Aquarius” (2016), “Bacurau” (2019) e a série recém lançada “Cangaço Novo” (2023).

ENTREVISTAS

ANDRÉ BARCINSKIAutor e roteirista

Como surgiu a ideia de criar uma série sobre o Notícias Populares?

Trabalhei no NP durante um ano e meio, entre 1991 e 1992, e foi um trabalho que me marcou muito porque enxerguei nele uma escola de jorna- lismo popular. Me deu um prazer muito grande, me abriu a cabeça e isso me ajudou demais na carreira. Eu sempre tive vontade de fazer um trabalho relacionado ao NP porque sei muito sobre a história do jornal, conheço várias pessoas que trabalharam lá e acho o jornal incrível, do ponto de vista dramático inclusive. Acho que nenhum outro veículo de comunicação no Brasil tem uma história tão rica, tão bonita e tão cheia de percalços. O NP sofreu com a censura mesmo pós-ditadura, uma perseguição moralista e puritanista. A história dele é maior do que as histórias que o jornal cobriu. O que me atraiu foi a possibilidade de trazer histórias engraçadas, pitorescas, sempre com uma pegada criminal, sobrenatural. Nada era normal no NP.

Como foi o processo de pesquisa?

A gente entrevistou uma série de pessoas que trabalhou lá, como fotógrafos, jornalistas e colunistas para tentar entender o que o jornal representou na vida dessas pessoas, como era o trabalho, como elas se viam no mercado jornalístico, que tipo de preconceito acontecia contra o NP e contra os profissionais que trabalhavam lá. Fizemos muita pesquisa, teve um tempo grande de maturação das ideias e isso nos ajudou bastante a escrever o roteiro.

Como vocês chegaram ao roteiro final de Notícias Populares?

Escrevi os roteiros junto com a Anna Caro- lina Francisco, o Ricardo Grynszpan e o Marcelo Caetano, que também dirige a série. A ideia sempre foi ter uma grande reportagem do NP por episódio. Temos a gangue dos palhaços, o Bebê Diabo, o jacaré. E a gente tem um arco longo dos próprios personagens do NP, como eles se relacionavam entre si e com o jornal. A personagem principal é uma jornalista que vem de uma escola mais convencional do jornalismo e é chamada subitamente para chefiar o NP. Ela fica às voltas com um universo que não conhece e precisa se virar para o jornal voltar a vender mais.

Algum personagem da série representa a sua história no NP?

Não necessariamente. A Paloma, de certa maneira, representa não só a mim, mas muitos jornalistas que vieram de outro estilo de jornalismo e foram subitamente jogados naquele caldeirão fervente que era o NP e tiveram que aprender a fazer aquele tipo de jornalismo. Isso aconteceu comigo e acontece com a Paloma também.

MARCELO CAETANODiretor e roteirista

Não é o primeiro projeto que você faz com André Barcinski. Como começou esta parceria?

No final de 2018, o Canal Brasil e André Barcinski me convidaram para dirigir as séries “Hit Parade” e “Notícias Populares”. Os dois projetos foram idealizados por Barcinski e eu pude colaborar, além da direção, em dois roteiros de “Hit Parade”. No caso de “Notícias Populares”, acompanhei todo o período de desenvolvimento de roteiros e assino a criação da série com o André. Nossa parceria é sempre muito afinada. André tem uma visão muito bem-humorada da cultura pop brasileira e isso está impresso nos personagens e diálogos das séries. Eu já entro com a parte do trabalho intenso de direção de atores. No caso do “Notícias populares”, o fato do André ter trabalhado no jornal, me ajudou muito a entender a dinâmica da redação e os métodos de investigação dos jornalistas da época.

Como você se preparou para realizar a direção e o roteiro da série? Chegou a entrevistar algum personagem da vida real?

Nós realizamos uma série de entre- vistas com jornalistas que fizeram parte da história do jornal. O Paulo Cesar Martin, que era editor de esportes do jornal e um grande colecionador de histórias da redação. A Laura Capriglione, que foi editora do jornal. O Conceição, fotojornalista do NP, ministrou oficinas para os atores, além de fazer uma participação especial dois primeiros episódios. Também foi muito importante o trabalho com o pessoal do acervo da Folha de São Paulo, em especial o Jair Santos que nos acompanhou na pesquisa de mais de 1000 exemplares do jornal em busca de histórias.

Em que locações as cenas foram gravadas?

A redação do NP foi reproduzida dentro de um dos prédios da Folha de São Paulo. Passamos metade das filmagens nessa locação e utilizamos também o icônico heliporto do jornal, onde os fotógrafos faziam as fotos das gatas do NP nos dias mais ensolarados. Sobre as demais locações, o Jardim Romano foi um cenário importante, pois ainda tem características de uma periferia da década de 1990. Foi um processo muito difícil encontrar locações externas que ainda remetem aos anos 1990; São Paulo é uma cidade que muda muito rapidamente e eu queria filmar em locações. Não queria que a série tivesse cara de estúdio.

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