Realizada pelo Sesc São Paulo, em parceria com a Prefeitura Municipal de Campinas e a Unicamp, a Bienal propõe encontros entre tradição e vanguarda, destacando danças populares, urbanas, cênicas, experimentais e comunitárias. Performances, instalações, espetáculos para crianças e ações formativas integram a programação, reforçando o compromisso do festival com a diversidade e a criação contemporânea.
A noite de estreia acontece em 25 de setembro, no Sesc Campinas, com O Balé que Você Não Vê, do Balé Folclórico da Bahia, que celebra mais de três décadas de trajetória. O espetáculo revela bastidores da companhia e traz coreografias que transitam entre ancestralidade e contemporaneidade, assinadas por nomes como Nildinha Fonseca e Rosângela Silvestre.
Dança como espaço de encontro
Segundo o diretor do Sesc São Paulo, Luiz Galina, a Bienal reafirma a potência do corpo como linguagem e território político. “Mais do que um evento, ela cria espaços de escuta, reflexão e transformação, onde experiências desafiam fronteiras entre quem dança e quem observa”, afirma.
Presença internacional
Entre os destaques internacionais, estão a coreógrafa guadalupense Lēnablou, que apresenta Le Sacre du Sucre, sobre a memória colonial do açúcar nas Antilhas, e a francesa Gaëlle Bourges, com A mon seul désir, espetáculo que envolve 30 performers brasileiros em cena. Obras de países como África do Sul, Chile, Japão e Líbano também ampliam o mapa global do festival.
Projetos inéditos e inclusão
A edição de 2025 marca a estreia de um projeto educativo de mediação em dança, que acontecerá no Sesc Campinas e em outros espaços da cidade, com atividades voltadas para públicos espontâneos e grupos de instituições parceiras. A acessibilidade é outro eixo central: parte da programação contará com tradução em Libras, audiodescrição e visitas táteis.
Além da cena adulta, a Bienal dedica parte de sua programação às crianças e famílias. No dia 4 de outubro, a Gare do CIS Guanabara recebe quatro espetáculos gratuitos e uma jam infantil em clima de piquenique coletivo.
Campinas como palco
Artistas locais também integram a programação, como a A Belíssima Casa de Odara, que apresenta um grande baile da cena ballroom, e o GiraSaia Grupo, que explora ritmos afro-brasileiros em Saias. Performances urbanas ocuparão pontos como praças, rodoviária e a Estação Cultura, reforçando a cidade como espaço vivo de criação.
Com dez dias de programação intensa, a Bienal Sesc de Dança 2025 reafirma Campinas como referência nacional da dança contemporânea e convida o público a experimentar a arte do movimento em suas múltiplas formas.
Serviço:
Bienal Sesc de Dança 2025
De 25 de setembro a 5 de outubro – Campinas (SP)
Programação completa: sescsp.org.br/bienaldedanca
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FREDERICO PAULA JUNIOR
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