Convidado do podcast Denílson Show, ex-jogador Somália comenta sobre o caso de trombose venosa no cérebro

Com passagens marcantes por São Caetano e Fluminense, o ex-jogador Somália foi o convidado da última segunda-feira (17) do podcast Denílson Show. Com apresentação do ex-atleta Denílson e do jornalista Chico Garcia, o atual criador de conteúdo e empresário comentou sobre sua carreira, a origem de seu apelido, as passagens pela Europa e um fato desconhecido pelo público: uma trombose venosa que poderia ter tirado a sua vida.

Cria da base do América Mineiro, o ex-jogador comentou que o apelido teve início aos 12 anos de idade, quando teve uma passagem pelo Atlético Mineiro. “Eu estava no Cruzeiro e fui emprestado ao Atlético, chegando lá estava passando uma reportagem sobre a Somália e quando abriram a porta e olharam veio: “olha o Somália”. Não teve jeito, o apelido ficou e achei que seria o Wanderson, mas ficou Somália”, destacou o empresário.

Prodígio no América, Somália logo despertou o interesse dos europeus e durante uma excursão do clube mineiro, na Eslovênia, a primeira oportunidade apareceu e com um fato curioso: “Eu era um dos primeiros negros a jogar no país. Já estava lá e eles me ofereceram dois mil dólares só para ir à escola, porque eles nunca tinham visto negros. Só que para ficar claro, eu não presenciei nenhum olhar de desprezo e racismo”, disse o entrevistado, que também passou pelo Feyenoord, da Holanda.

Ídolo do São Caetano, Somália foi vice-campeão brasileiro e da Libertadores pelo Azulão. Segundo ele, o clube era como uma família e facilitava a vida dos jogadores. “Era um clube muito legal, com salário em dia e estrutura legal”, lembrou o ex-atacante, que fez uma forte afirmação sobre a perda do título da Copa João Havelange: “Aquela final de 2000 nós fomos roubados, porque o Eurico mexeu lá e levou o título”, declarou o convidado sobre a final de 2000 contra o Vasco.

Com uma passagem frustrada pelo Grêmio, Somália foi parar no Al Hilal e lá recebeu uma proposta inusitada. “Quando eu fui para o Al Hilal, teve um dia que me chamaram e fizeram uma proposta indecente. Eles pagariam o valor de uma ferraria se eu passasse a noite com um sheik”.

Apesar da irreverência do atual empresário, Somália também viveu momentos de tensão nos últimos tempos. Pela primeira vez, ele compartilhou com o público sobre a trombose venosa no cérebro, doença que teve alguns anos atrás.

“Eu já tinha parado de jogar e estava pronto para viajar até Portugal, porque um jogador meu seria negociado. Dias antes, eu fui para Ipatinga visitar os meus pais e começamos a fazer um churrasco, e a dor de cabeça pegando. Por volta de 1h, eu apaguei e fui parar no hospital. Quando fizeram todos os exames, eu fui diagnosticado com uma trombose venosa no cérebro, que é um caso raro. Hoje estou bem, mas sou privilegiado de não ficar com sequelas”, explicou o jogador.

 

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CARLOS ALESSANDRO REGO DA SILVA
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