Com a aproximação da Black Friday, o volume de busca por passagens aéreas promocionais dispara, e com ele cresce o risco de armadilhas para o consumidor. As ofertas “imperdíveis”, muitas vezes, trazem condições restritivas de remarcação ou reembolso, voos com escalas longas ou horários pouco convenientes, taxas de bagagem ocultas ou mesmo problemas como overbooking, prática em que a companhia vende mais assentos do que a aeronave comporta.
Segundo a especialista em turismo Santuza Macedo, a empolgação do consumidor costuma ser o principal gatilho para decisões impulsivas. “Na Black Friday, muita gente compra sem ler as regras tarifárias. Só depois percebe que não pode remarcar sem multa, que não tem direito a bagagem ou que o voo escolhido tem longas conexões”, explica. Ela destaca que as promoções mais agressivas geralmente vêm acompanhadas de limitações severas de cancelamento, mudanças de horário e franquias reduzidas.
Além dos cuidados tradicionais, o cenário também envolve práticas como o overbooking. Embora permitido no Brasil, o procedimento exige compensações ao passageiro barrado. “O consumidor precisa saber que, se não conseguir embarcar por falta de assento, tem direito a reacomodação, alimentação, hospedagem e reembolso imediato. Muita gente desconhece isso e acaba arcando com custos que a companhia deveria cobrir”, afirma Santuza.
Outro ponto crítico da Black Friday é o aumento de fraudes. Clonagem de sites, perfis falsos no Instagram e ofertas enviadas por mensagens com links encurtados estão entre os golpes mais comuns. Segundo levantamento recente da PSafe, mais de 24% dos brasileiros foram alvos de crimes cibernéticos no último ano — muitos envolvendo falsas promoções de viagem.
Para Santuza, a regra é simples: desconfiar de valores muito abaixo da média. “Uma passagem internacional por R$ 500 não existe. O viajante precisa checar o CNPJ da agência, verificar avaliações, usar meios de pagamento seguros e, sempre que possível, contar com um consultor ou agente de confiança”, orienta. Ela acrescenta que agentes especializados conseguem identificar tarifas suspeitas, interpretar regras complexas e garantir suporte caso algo dê errado.
Santuza reforça que boas oportunidades realmente existem, mas exigem preparo. “A Black Friday pode ser excelente para quem pesquisa antes, compara preços e lê cada detalhe. O problema não está na promoção, mas na compra feita sem informação”, conclui.
Sobre Santuza Macedo:
Santuza Macedo é empreendedora e especialista em turismo e CEO da Diamond Viagens, possui vasta experiência internacional, atuou em Orlando (EUA), se especializou em Disney, com foco em experiências personalizadas para turistas brasileiros. Hoje, promove pacotes, roteiros e excursões nacionais e internacionais, além de oferecer assessoria para quem deseja ir para a Disney.
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PAULO NOVAIS PACHECO
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