A Zilia Technologies, referência nacional em manufatura e desenvolvimento de semicondutores, celebra 20 anos de operação em Atibaia, consolidando-se como uma das empresas que mais contribuíram para o avanço tecnológico do Brasil na área de encapsulamento e testes de circuitos integrados de memorias. Até 2030, a empresa prevê mais de R$ 1 bilhão em novos investimentos em Capex e PeD, reforçando sua posição de liderança no mercado nacional.
De acordo com o presidente e CEO da empresa, Rogério Nunes, a Zilia chega a este marco com resultados expressivos, novos investimentos e participação ativa no fortalecimento do setor de tecnologia e inteligência artificial no país.
Mais de duas décadas de investimentos e crescimento contínuo
Desde o início de suas operações em Atibaia em 2005, a Zilia acumulou R$ 1,6 bilhão em investimentos de Capex (aproximadamente US$ 500 milhões), com 2025 figurando entre os anos de maior alocação de recursos. Em Pesquisa e Desenvolvimento, o aporte total alcança R$ 800 milhões ao longo de 20 anos, sendo os últimos anos especialmente relevantes para o avanço de tecnologias críticas para o setor.
Em linha com seu compromisso de expansão, a empresa confirma a execução de 80% dos R$ 675 milhões anunciados em junho de 2024, com conclusão prevista para os próximos meses. A Zilia também anuncia a ampliação de sua planta em Atibaia, que receberá 2.500 m² adicionais de área fabril em 2026, totalizando 23 mil m² dedicados à manufatura.
O crescimento operacional é acompanhado pelo aumento do quadro de colaboradores: hoje, a empresa emprega 700 profissionais – número que representa avanço de 28% desde dezembro de 2023 – e planeja incorporar cerca de 100 novos talentos por ano até o final da década.
Zilia e os 20 anos de semicondutores no Brasil: uma trajetória conjunta
A história da Zilia está entrelaçada com a própria evolução da indústria brasileira de semicondutores. Foi ela que, em 2005, retomou a produção local de chips no país, extinta anos antes. – dois anos antes da criação do PADIS, programa federal lançado em 2007 para estimular o setor. Em fevereiro de 2011, a empresa se tornou a primeira indústria a utilizar o programa em sua plenitude, contribuindo diretamente para a consolidação do marco regulatório e para a atração de novos players.
Estima-se que o setor de semicondutores brasileiro deve ultrapassar US$ 1 bilhão em faturamento em 2025, somando todas as empresas associadas à Associação Brasileira da Indústria de Semicondutores (Abisemi). Já são cerca de 20 companhias utilizando o PADIS, demonstrando a maturidade e a capacidade de crescimento da indústria.
Ao longo de duas décadas, além de expandir suas operações para Manaus (concluída em 2021), a Zilia teve papel central na formação de mão de obra qualificada em toda a cadeia: manufatura, PeD, processos, engenharia e desenvolvimento de negócios. A empresa também foi responsável por viabilizar o primeiro centro de prototipagem e testes de semicondutores do Brasil, localizado no Instituto Eldorado, em Campinas/SP.
Segundo Nunes, “o Brasil está bem-posicionado para ganhar competitividade internacional no setor de semicondutores, especialmente com políticas alinhadas às demandas tecnológicas globais. Nosso compromisso é continuar contribuindo para o avanço do ecossistema brasileiro, formando profissionais, expandindo nossa capacidade e participando ativamente dos novos ciclos de inovação”.
Protagonismo na era da inteligência artificial
A próxima década será marcada pela convergência entre semicondutores, hardware avançado e inteligência artificial – um movimento global que redefinirá a indústria.
Neste contexto, a Zilia já está se posicionando para ingressar em novas frentes tecnológicas, incluindo memórias de alta performance, como HBM, e SSDs corporativos, essenciais para data centers e aplicações de IA. A empresa destaca, ainda, o potencial estratégico do programa Redata, que pode estimular um novo ciclo de desenvolvimento tecnológico no Brasil, desde que inclua contrapartidas de produção local de servidores e memórias.
Evento de comemoração
Para celebrar os 20 anos em Atibaia, a Zilia reuniu políticos, clientes e parceiros em um evento memorável, em 01/12. A empresa aproveitou a ocasião para reafirmar seu compromisso com a inovação tecnológica e aumento da competitividade industrial no Brasil e consolidar as parcerias cultivadas nessas duas décadas.
“A Zilia construiu um legado que combina investimento contínuo, desenvolvimento tecnológico, formação de talentos e visão estratégica. Agora, nos preparamos para liderar um novo capítulo da indústria brasileira, guiado pela inteligência artificial, pela autonomia tecnológica e pela expansão da manufatura avançada”, comemora Nunes.
Após os cumprimentos de Henrique Miguel, Secretário de Ciência e Tecnologia para Transformação Digital do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações,, Vitor Lippi, deputado federal, Alessandro Roncoletta, prefeito em exercício de Atibaia, e Felipe Vieira Alves, Diretor de Implementação de Programas de Desenvolvimento Econômico representando o Secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, Jorge Lima, o público foi convidado a participar de um painel sobre as perspectivas para o setor de semicondutores brasileiro.
A conversa foi moderada por Nunes e contou com a participação de Henrique Miguel, Vitor Lippi, José Eduardo Bertuzzo, diretor executivo do Instituto Eldorado, Prof. João Antonio Martino, presidente da Sociedade Brasileira de Microeletrônica, e Prof. Marcelo Zuffo, professor emérito da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.
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Karen Feldman Cohen
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