Como o cérebro reage a uma maratona?

A corrida vem se consolidando como uma das práticas mais populares e democráticas, e o Rio de Janeiro será palco de mais um grande momento desse movimento. No próximo domingo (07), a cidade recebe a última etapa do ano do maior circuito de corridas de rua do mundo, o Circuito das Estações 2025 – Etapa Verão, reunindo milhares de atletas em busca de desempenho, saúde e superação.
Quando falamos de maratona, o esporte torna-se uma verdadeira prova de resistência, disciplina e autocontrole. Os corredores passam por transformações que desafiam seus limites físicos e psicológicos. Em 2024, foram realizadas no Brasil 2.827 corridas de rua oficiais, crescimento de 29% em relação a 2023 (2.186), segundo a Associação Brasileira de Organizadores de Corridas de Rua e Esportes Outdoor (ABRACEO).
De acordo com o neurologista da Afya Unigranrio, Renato Gama, a corrida estimula a neuroplasticidade, capacidade do cérebro de criar novas conexões e se adaptar. “Isso significa maior agilidade mental, melhor raciocínio e até proteção contra o declínio cognitivo”, explica. Outro fenômeno observado é o chamado runner’s high, quando o corpo libera neurotransmissores como dopamina, serotonina e endorfinas, gerando sensação de prazer e bem-estar.
Apesar dos benefícios, estudos recentes mostram que o esforço extremo também provoca alterações temporárias no cérebro. Uma pesquisa publicada na revista Nature Metabolism em 2025 revelou que, logo após uma maratona, corredores podem apresentar redução temporária da mielina, camada protetora dos neurônios. Quando as reservas de glicose se esgotam, o cérebro passa a consumir parte dessa mielina para manter suas funções. O processo, porém, é reversível, com os níveis retornando ao normal cerca de dois meses após o esforço.
O neurologista reforça que o corpo de um maratonista é altamente adaptado para lidar com demandas extremas. “O treino constante e progressivo, quando acompanhado por profissionais qualificados, promove ganhos físicos, emocionais e mentais”, afirma Gama.

Sobre a Afya 
A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior, 33 delas com cursos de Medicina e 25 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. São 3.753 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC e 3.643 vagas de Medicina em operação, com mais de 24 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar. Mais informações em: www.afya.com.br e ir.afya.com.br. 
 

 

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JOãO PEDRO URBANO DOS SANTOS
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