A agenda de compliance evolui ano após ano, mas 2026 se apresenta como um marco importante para empresas que buscam amadurecer estruturas internas, reduzir vulnerabilidades e atender às novas expectativas regulatórias, sociais e de mercado.
De acordo com a diretora do Ibrac, Kátia Lema Perez, o próximo ciclo exige das organizações um compromisso real com integridade. “Compliance deixou de ser protocolo: tornou-se um diferencial competitivo e, em muitos casos, um requisito mínimo para operar”, destaca.
A seguir, o Ibrac apresenta as tendências que devem orientar profissionais de governança, auditores, gestores de risco e líderes empresariais ao longo de 2026.
1. Integridade como eixo central da estratégia corporativa
Empresas com programas de compliance estruturados ganham relevância por sua capacidade de:
- prevenir riscos legais e reputacionais;
- fortalecer a tomada de decisão;
- melhorar relações com investidores, clientes e parceiros;
- criar ambientes internos seguros e éticos.
“Mais do que políticas escritas, o ano exigirá efetividade: evidências reais de atuação, monitoramento contínuo e responsabilização”, explica Kátia.
2. Governança corporativa mais robusta e orientada a risco
Os modelos tradicionais de governança deixam de responder ao ambiente atual, marcado por:
- volatilidade regulatória;
- transformações digitais aceleradas;
- aumento de processos judiciais e fiscalizatórios;
- maior pressão por transparência.
A tendência para 2026 é o fortalecimento de estruturas que integram auditoria, compliance, jurídico, gestão de riscos e tecnologia, criando uma visão única e consistente sobre vulnerabilidades e obrigações. Conselhos e lideranças ganham papel ainda mais ativo, com foco em métricas e evidências.
3. Anticorrupção e due diligence mais rigorosos
O crescimento de fraudes digitais e manipulação de dados via inteligência artificial elevou o padrão de controle necessário para prevenir ilícitos. Empresas que atuam com terceiros deverão reforçar:
- due diligence pré-contratual;
- monitoramento contínuo;
- avaliação periódica da integridade da cadeia;
- cláusulas anticorrupção mais robustas.
A tendência global de endurecimento das legislações de integridade também impacta organizações brasileiras envolvidas em operações internacionais.
4. Segurança da informação como pilar do compliance
A intensificação de ataques cibernéticos, especialmente ransomware, sequestro de dados e fraudes digitais, transforma a segurança da informação em elemento essencial da governança. Entre as prioridades de 2026:
- proteção de dados sensíveis;
- treinamentos preventivos;
- resposta a incidentes;
- adequação contínua à LGPD;
- monitoramento de riscos de IA generativa.
5. Inovação e tecnologia como aliadas
Em 2026, tecnologia e inovação seguem como aliadas estratégicas do compliance, apoiando processos de monitoramento, organização documental, trilhas de auditoria e automação de tarefas repetitivas.
Soluções digitais tornam as áreas mais ágeis, precisas e integradas ao negócio, fortalecendo a governança e ampliando a capacidade de resposta das organizações.
RPA
Inteligência Artificial
Armazenamento em nuvem
6. Valorizar o profissional de compliance
O mercado passa a reconhecer cada vez mais o papel estratégico dos profissionais de compliance, ampliando oportunidades e reforçando a importância de competências como:
- comunicação clara;
- análise de dados;
- visão multidisciplinar;
- entendimento regulatório;
- capacidade de integrar áreas e apoiar decisões estratégicas.
A carreira ganha prestígio à medida que a integridade se torna prioridade corporativa.
7. Colaboração entre áreas internas
Outra tendência relevante é o fortalecimento da colaboração interna. Quando compliance, RH, jurídico, auditoria, financeiro e tecnologia atuam alinhados, a governança se torna mais fluida e eficiente, reduzindo retrabalho, fortalecendo controles e gerando valor para toda a organização.
8. Relacionamento transparente com stakeholders
De acordo com a diretora do Ibrac, em 2026, cresce também a atenção ao relacionamento transparente com stakeholders, colaboradores, clientes, fornecedores e comunidade. “A construção de confiança, diálogo aberto e prestação de contas fortalece a reputação das empresas e amplia a legitimidade das suas práticas de integridade”, reforça Perez.
O papel do Ibrac em um cenário de maior exigência regulatória
Como instituição dedicada à auditoria, compliance e boas práticas de governança, o Ibrac seguirá em 2026 ampliando ações de:
- formação técnica;
- disseminação de conhecimento;
- estímulo à integridade corporativa;
- apoio à maturidade regulatória das empresas.
O instituto se posiciona como fonte confiável e parceira estratégica do mercado, contribuindo para um ambiente empresarial mais ético, sustentável e preparado para os desafios de 2026.
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ALINE PORFIRIO RIBEIRO
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