Com estética afrofuturista, clipe celebra a mulher negra como protagonista de uma narrativa sobre beleza, identidade e reflexo ancestral
A rapper, atriz e pesquisadora criativa audiovisual Mana Black lança “Deusa 3.3”, nova versão do single “Deusa”, que celebra a afroestima, como a artista define a beleza negra e a conexão com a ancestralidade. Com uma narrativa construída a partir do encontro entre passado, presente e futuro, a faixa chega acompanhada por um videoclipe que amplia o universo da música e coloca a mulher negra no centro de uma experiência marcada por identidade, potência e representatividade. Remixada e remasterizada para ganhar uma sonoridade mais densa e texturizada.
“Deusa 3.3” transforma o amor-próprio em manifesto ao questionar padrões de beleza historicamente impostos às mulheres negras. Na letra, Mana Black celebra a própria imagem, a melanina, o cabelo e a ocupação de espaços, enquanto conecta autoestima e ancestralidade. “Deusa é um hino afrofuturista sobre reconhecer a nossa divindade interior e entender que ela está profundamente conectada à nossa ancestralidade. O espelho, muito presente na narrativa, representa esse momento de encontro com quem somos, com a nossa beleza, nossa força e com tudo aquilo que vem antes de nós”, afirma a artista.
Dirigido por Preto Nascimento, o videoclipe traduz esse conceito por meio de uma estética que dialoga com o Afrofuturismo. O espelho aparece como elemento central da narrativa e representa o reconhecimento de si e da própria história, enquanto figurino, maquiagem, fotografia e direção de arte constroem um universo visual em que ancestralidade e futuro coexistem. A direção criativa, pesquisa visual e roteiro são assinados por Mana Black e Bea Ribeiro, reforçando a participação da artista na construção do imaginário visual de sua obra.
“Deusa” foi lançada originalmente em 2024 e a nova versão da faixa amplia essa experiência no campo sonoro. Produzida por Gabi Antero, musicista, produtora musical, pesquisadora, educadora e fundadora do Coletivo Pretagonistas, “Deusa 3.3” recebe remixagem e masterização de Diego Amani, que explora novas camadas, texturas e densidade na produção. O resultado aproxima o rap e o trap de uma atmosfera sensorial que acompanha a proposta afrofuturista do videoclipe. O lançamento também antecede o novo álbum de Mana Black, com 13 faixas inéditas, previsto para novembro.
Nascida em Belo Horizonte (MG), Mana Black iniciou sua trajetória no rap em 2017, em Goiânia, e atualmente vive em São Paulo. A artista é rapper, atriz, modelo e pesquisadora criativa audiovisual, além de ser uma das fundadoras do Coletivo Pretagonistas, iniciativa voltada ao fortalecimento de pessoas negras, LGBTQIAPN+ e dos povos originários. Em 2019, lançou Manas de Poder – coletânea de suas músicas gravadas desde o início de sua carreira – e, desenvolveu trabalhos que conectam música e audiovisual, incluindo o videoclipe de “Progresso pras Pretas”, exibido no Festival Afropunk Bahia, no Festival dos Invisíveis, em Rondônia, e na Mostra Cine Motim, no Rio de Janeiro. Em 2023, foi premiada com quatro Leões de Cannes por seu trabalho como pesquisadora criativa audiovisual na Agência Africa, ultrapassando o número de 10 prêmios conquistados ao longo de sua trajetória.






