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Arcade, metaverso e IA: assim evoluíram os videogames em 40 anos

Em quatro décadas, o gaming passou de um entretenimento de nicho a uma das indústrias culturais mais poderosas do planeta. Um dado ilustra isso: a indústria global de videogames alcançará US$ 321 bilhões até 2026 (PwC).

MARíLIA GALEGO
28/08/2025 14h45 - Atualizado há 7 horas
Arcade, metaverso e IA: assim evoluíram os videogames em 40 anos
Divulgação

O Dia do Gamer não é uma celebração convencional em termos históricos, mas é um bom momento para colocar a lupa sobre uma trajetória de inovação constante. Desde as salas de arcade dos anos 1980, passando pelos cartuchos de 16 bits e o salto para o 3D, até chegar ao gaming na nuvem e os eSports, os videogames transformaram a forma como jogamos, nos conectamos e vivemos a experiência digital.

“Nas décadas de 1980 e 1990, jogávamos em locais de arcade ou em microcomputadores como o Sinclair ZX Spectrum ou o Commodore 64. Depois, os consoles como o Sega Genesis, Super Nintendo e o PlayStation levaram a diversão para a sala de casa. Hoje, um smartphone pode carregar no bolso um universo de jogos”, explica Kevin Janzen, CEO do Games & Edtech Studio da Globant.

1) Dos pixels à realidade virtual

A evolução gráfica reforçou marcos que mudaram para sempre a experiência do jogador. A passagem do 2D para o 3D, como em Super Mario 64 ou Winning Eleven, abriu a porta para mundos mais imersivos. No PC, as primeiras placas gráficas, como a Diamond Monster 3D, revolucionaram títulos como Tomb Raider. Nos consoles, o poder do Dreamcast, PS2 e Xbox 360 deu lugar a gerações capazes de oferecer gráficos fotorrealistas e experiências online massivas. Os usuários sempre quiseram mais: “Hoje os gamers buscam não apenas jogar, mas também otimizar seu hardware, como ocorre com as placas GeForce da Nvidia, para conseguir mais FPS, às vezes quase como uma obsessão”, comenta Kevin Janzen, CEO do Games & Edtech Studio da Globant. 

2) Internet: o grande ponto de inflexão

O desenvolvimento da conectividade mudou tudo: permitiu partidas cooperativas e competitivas a distância, gerou comunidades globais e abriu novos modelos de negócio. Dos jogos físicos passou-se para as plataformas digitais, com microtransações e assinaturas como Game Pass ou PlayStation Plus. No entanto, essa mudança também trouxe debates sobre a preservação dos jogos e a verdadeira propriedade do conteúdo. “Agora, o que pagamos muitas vezes é apenas uma licença. É mais acessível, mas também mais efêmero”, ressalta.

3) Modelos de negócio e cultura global

O salto para os jogos como serviço e as microtransações transformou títulos como Fortnite, League of Legends e FIFA (agora EA Sports FC) em verdadeiros fenômenos de faturamento. Na Ásia, o gaming móvel impulsiona sucessos como Genshin Impact e Call of Duty Mobile, com milhões em receitas provenientes da personalização de personagens e melhorias. Além disso, em jogos como Fortnite e Roblox, as marcas realizam lançamentos de produtos, eventos integrados e até shows virtuais. Dados da Statista confirmam que o mercado global de publicidade in-game está projetado em US$ 124,45 bilhões para 2025, e espera-se que cresça para US$ 181,36 bilhões até 2030, com uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de cerca de 7,8%.

4) A era da IA: os bastidores de um videogame

A inteligência artificial está transformando a forma como jogamos, adaptando a dificuldade para que cada usuário enfrente um desafio de acordo com suas habilidades. Por meio da análise de dados de comportamento, os desenvolvedores podem detectar quando um jogador está prestes a abandonar e oferecer incentivos personalizados para manter seu interesse. Além disso, o balanceamento dinâmico impulsionado por IA garante ambientes justos em partidas multiplayer, enquanto inimigos controlados por algoritmos avançados aprendem e evoluem a cada confronto. O que vemos é apenas o começo: a IA também está revolucionando o desenvolvimento de videogames. Sob comando humano, pode gerar automaticamente cenários e assets, criar scripts e comportamentos complexos em questão de segundos. Essas ferramentas impactam diretamente o trabalho das equipes: reduzem tempos, otimizam recursos e permitem focar na criatividade. A IA, no final das contas, é uma aliada que abre possibilidades antes impensáveis.

 “A IA não só torna o jogo mais desafiador, como também o mantém vivo, adaptando-se a cada jogador como se fosse um oponente humano. Isso não acontece apenas nos videogames mais atuais; é algo que foi aplicado historicamente em jogos clássicos da nossa adolescência, como Winning Eleven ou Mortal Kombat, para citar casos icônicos”, destaca Janzen.

 “A outra parte da revolução da inteligência artificial na indústria de games está em como os jogos são criados. Hoje, os desenvolvedores podem contar com algoritmos que agilizam a geração de mundos, personagens e mecânicas, reduzindo prazos e liberando espaço para a criatividade humana”, conclui.

 5) Esports, uma maneira de capitalizar as habilidades gamers

Na última década, os eSports se transformaram em um fenômeno global que transcende o âmbito do entretenimento digital. Este setor não só experimentou um crescimento exponencial em seu público, mas também em investimento, patrocínio e profissionalização, tornando-se uma das indústrias de maior projeção no panorama esportivo e tecnológico. A América Latina, em particular, emergiu como um celeiro de talentos e um mercado estratégico para o desenvolvimento competitivo. De acordo com a edição 2025 da Pesquisa Game Brasil (PGB), 82,8% dos brasileiros afirmam consumir jogos digitais, um recorde para este estudo. O Brasil é o maior mercado de videogames da América Latina e os últimos números confirmam que faturou cerca de US$ 3,79 bilhões (Inkwood Research). 

Dentro desse contexto, a colaboração estratégica entre a 9z Team e a Globant tem como objetivo levar o talento regional a novos horizontes e estabelecer novos precedentes na indústria global. Com jogadores da Argentina, Uruguai, Brasil, Chile e México, a equipe se destacou em disciplinas-chave como Counter-Strike (Main e Academy), Valorant (Masculino e Feminino), Sim Racing e R6, consolidando-se como uma das organizações mais proeminentes mundialmente.


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Marilia Galego Pontes
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