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Concurso de redação premia jovens da Fundação CASA em São José dos Campos

“O mito da democracia racial” foi tema desenvolvido pelos jovens do CASA Tamoios

IGOR RIOS
10/11/2025 16h35 - Atualizado há 4 semanas
Concurso de redação premia jovens da Fundação CASA em São José dos Campos
Fundação CASA / Divulgação
Adolescentes da Fundação Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente (CASA) Tamoios, em São José dos Campos, vinculada à Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania, participaram de um concurso de redação idealizado pelo promotor da Infância e Juventude do município, João Marcos Costa de Paiva, com o tema “O mito da democracia racial no Brasil”. A iniciativa resultou na premiação das melhores redações, realizada em 28 de outubro.

As redações, produzidas em outubro sob a orientação do professor de história da escola vinculadora, Carmo Antônio da Silva, foram inspiradas na playlist de vídeos do YouTube “Coleção Antirracista”, desenvolvida pela Secretaria Municipal de Educação de Araraquara. Os episódios apresentam uma reflexão crítica sobre o impacto do colonialismo no Brasil.

O tema do concurso incentivou os jovens a refletirem sobre desigualdade racial, racismo estrutural, cidadania e igualdade social. Após a produção dos textos, as redações foram corrigidas e avaliadas pelo promotor, que selecionou as melhores.

Os trabalhos premiados foram reconhecidos pela criatividade, sensibilidade e dedicação dos adolescentes. Os três jovens vencedores receberam kits de roupas esportivas, entregues pelo promotor em conjunto com o encarregado técnico do CASA Tamoios, Alessandro Muniz, e o diretor do centro, Evandro Lauro de Oliveira.

“O concurso proporcionou aos adolescentes a oportunidade de dar voz às suas ideias e experiências. A escrita se torna, aqui, um caminho para a transformação social e a construção de uma sociedade mais justa”, destacou o promotor.

Para Alessandro Muniz, a reação dos jovens durante o processo de diálogo e escrita foi marcada por envolvimento e maturidade. “Muitos demonstraram interesse genuíno pelo tema, reconhecendo nas discussões uma oportunidade de expressar sentimentos, vivências e percepções sobre o racismo e as desigualdades. Para vários deles, escrever foi também um ato de coragem e afirmação, uma forma de mostrar que suas vozes importam e que eles podem ser protagonistas de suas próprias histórias”, afirmou.

De acordo com a presidente da Fundação CASA, Claudia Carletto, a compreensão da identidade e o incentivo à escrita são elementos fundamentais para o desenvolvimento dos jovens. “Ações como essa ampliam a consciência e geram identificação. Reconhecer os méritos e a evolução desses jovens influencia diretamente o convívio social e ajuda a construir uma sociedade mais justa e segura."

 Sobre a Fundação CASA 
A Fundação CASA aplica medidas socioeducativas conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE). Atendendo jovens de 12 a 21 anos incompletos em São Paulo, a Fundação executa medidas de privação de liberdade e semiliberdade, determinadas pelo Poder Judiciário, garantindo os direitos previstos em lei, pautando-se na humanização, e contribuindo para o retorno do adolescente ao convívio social.

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IGOR NAVARRO RIOS JORDÃO
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