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CurtaENEM 2025 encerra ano com sucesso e garante continuidade até 2028

Evento no MAR reuniu educadores, artistas e especialistas para celebrar o audiovisual como ferramenta antirracista e lançar a ação “Sua Aula no Cinema”

RAQUEL COSTA
10/11/2025 19h25 - Atualizado há 4 semanas
CurtaENEM 2025 encerra ano com sucesso e garante continuidade até 2028
Encerramento do CurtaENEM 2025
O audiovisual como ferramenta antirracista foi o tema central do evento de encerramento do CurtaENEM 2025, realizado no dia 08 de novembro, no Museu de Arte do Rio (MAR). A ação marcou o fim do segundo ano do projeto, que seguirá em atividade até 2028, e reuniu educadores, artistas e especialistas em uma tarde de formação, celebração e escuta docente.

Com curadoria voltada à valorização da cultura negra e à implementação da Lei 10.639/03 — que estabelece o ensino da História e Cultura Afro-brasileira e Africana nas escolas — o encontro integrou a programação do mês da consciência negra e reafirmou o compromisso do CurtaENEM com uma educação plural, crítica e transformadora.

A abertura institucional contou com falas de Kátia Montinelli, coordenadora pedagógica do CurtaENEM, e Kim Queiroz, coordenador do Curta!Educação, que anunciaram a renovação do projeto por mais três anos e lançaram a nova ação Sua Aula no Cinema, que selecionará até três educadores para ministrarem aulas em sessões exclusivas de cinema, a partir de filmes do CurtaENEM. Cada professor premiado receberá R$ 2.000,00 para preparar e executar a atividade, além de transporte, lanche e registro audiovisual da experiência, que integrará a série “Aulas no Cinema – CurtaENEM”.

O primeiro bloco foi conduzido pelo cineasta Dom Filó, que apresentou a trajetória da CULTNE — maior acervo virtual de cultura negra da América Latina — e sua contribuição para obras do CurtaENEM. Em seguida, uma conversa mediada por Kátia reuniu Dom Filó, o professor Fábio Conceição e a atriz Carol Dall Farra para debater o papel do audiovisual na educação antirracista.

“Primeiro começa muito naquela frase que ficou famosa: ninguém fala de nós sem nós. Ao mesmo tempo que alguém se predispõe a falar sobre a cultura negra, sobre o passinho, o islã, o funk, a favela, essa pessoa tem que entender que precisa ter um agente que tenha essa vivência, para que a obra faça sentido e tenha um contexto legítimo.” - Carol Dall Farra

“Ou a educação é antirracista, ou não é educação. Qualquer projeto pedagógico que não reflita o fato de o Brasil ser um país multirracial de maioria negra está formando pela metade.” - Professor Fábio Assunção

''O audiovisual se tornou ferramenta de resistência, de memória e de afirmação da identidade negra.” - Dom Filó

Carol também emocionou o público com a apresentação de um poema slam. Na sequência, Fábio Conceição compartilhou práticas pedagógicas que utilizam filmes como ferramenta para aplicar a Lei 10.639/03 em sala de aula, com destaque para títulos como Black Rio, Brasiliana, A Batalha do Passinho, Brasil Criolo, Lima Barreto, Malcom X, Meu nome é Maalum e Djamila.

O encerramento artístico ficou por conta de Jonathan Neguebites e Vitorinha Destemida, que protagonizaram uma batalha de passinho inspirada no filme homônimo. A performance reforçou a missão do CurtaENEM de que o cinema ultrapasse a tela e reverbere na prática docente, na escuta dos estudantes e na construção cotidiana de uma educação antirracista.

O evento reafirmou o CurtaENEM como um movimento cultural e educacional que transforma o audiovisual em ferramenta de cidadania, memória e justiça racial.

Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a):
RAQUEL DA COSTA MORAIS
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