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Infecções respiratórias e otite: como esses problemas podem atrasar a fala das crianças

Estudos mostram que infecções recorrentes do trato respiratório podem afetar a audição e o desenvolvimento da fala. Fonoaudióloga explica sinais de alerta.

Abigail B D Reis I Baronesa Relações Públicas
29/10/2025 13h28 - Atualizado há 1 mês
Infecções respiratórias e otite: como esses problemas podem atrasar a fala das crianças
Divulgação

Problemas respiratórios estão entre as causas mais frequentes de atendimento no Brasil. Segundo o  Ministério da Saúde, as infecções de vias aéreas representam cerca de 30 a 60% das consultas pediátricas em crianças pequenas. Dentro deste grupo, a otite média é uma das mais comuns e pode ter impacto direto sobre a linguagem.  

A fonoaudióloga Adriana Fiore, mestre em distúrbios da comunicação, explica que infecções de ouvido, especialmente quando ocorre de forma recorrente, pode provocar redução temporária da audição. “Se a criança não ouve bem, não consegue reproduzir os sons da fala corretamente. Quando as infecções se repetem, pode gerar atrasos na linguagem e até dificuldades na alfabetização”, alerta.

Pesquisas internacionais, como um estudo conduzido pela Universidade de Oxford, indicam que crianças com três ou mais episódios de otite antes dos 3 anos apresentaram desempenho inferior em testes de linguagem oral. “O ouvido é a porta de entrada para a fala. Mesmo uma  perda auditiva temporária pode comprometer o aprendizado da linguagem”, reforça Adriana.

Além da otite, outras infecções respiratórias frequentes, como gripes e sinusites, podem favorecer episódios de obstrução nasal e respiração oral, o que interfere na ressonância e articulação dos sons da fala. 

“A fala exige coordenação entre respiração e musculatura e respiração. Crianças que respiram pela boca ou têm infecções repetitivas podem apresentar fala anasalada, voz  alterada  e atraso no desenvolvimento da linguagem, explica a especialista.

Entre os sinais de alerta estão: dificuldade para compreender comandos simples, omissão de sons, fala anasalada e atraso na formação de frases. Nesses casos, é importante buscar pela avaliação  fonoaudiológica. “O tratamento multidisciplinar, envolvendo pediatras, otorrinolaringologistas e fonoaudiólogos, é essencial para garantir que a criança tenha qualidade de vida e um desenvolvimento de fala saudável”, conclui Adriana.


Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a):
ABIGAIL BORGES DOS REIS
[email protected]


FONTE: Baronesa RP
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