5 passos para se adequar à nova NR-1 e promover um ambiente de trabalho saudável
De acordo com Giselle Welter, doutora em Psicologia, CTO da RH99 e responsável técnica pela metodologia HumanGuide® no Brasil, a mudança é uma resposta à crescente crise de saúde mental no país
GCOM - COMUNICAçãO ESTRATéGICA
29/10/2025 13h38 - Atualizado há 1 mês
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A partir de maio de 2026, todas as empresas brasileiras terão de olhar para a saúde mental de seus colaboradores não mais como um diferencial, mas como uma obrigação legal. A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), publicada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, passa a incluir os riscos psicossociais, como estresse, assédio e burnout, dentro do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). A mudança é uma resposta à crescente crise de saúde mental no país: só em 2024, foram feitos mais de meio milhão de pedidos de afastamento ao INSS por transtornos mentais, segundo dados oficiais. “A nova NR-1 representa um divisor de águas na forma como as empresas lidam com o bem-estar emocional e a segurança psicológica dos trabalhadores”, afirma Giselle Welter, doutora em Psicologia, CTO da RH99 e responsável técnica pela metodologia HumanGuide® no Brasil. “Agora, o foco é promover ambientes saudáveis, onde o ser humano esteja no centro da estratégia de gestão”, acrescenta. Mas, afinal, como colocar tudo isso em prática? A seguir, veja sete passos que ajudam a adequar a empresa às novas exigências da NR-1 e, mais do que isso, construir uma cultura de segurança emocional e produtividade sustentável. 1. Entender o que muda A nova NR-1 torna obrigatória a gestão de riscos psicossociais, incorporando o tema à rotina de prevenção e segurança do trabalho. Isso inclui avaliar fatores emocionais e relacionais que possam causar adoecimento, como carga excessiva, conflitos interpessoais e falta de reconhecimento. “Antes, falávamos apenas de segurança física. Agora, o cuidado emocional também é parte da segurança do trabalhador”, explica Giselle. “A norma se alinha à ISO 45003 e convida as empresas a enxergarem a saúde mental como um ativo organizacional”. 2. Faça um diagnóstico do ambiente de trabalho O ponto de partida é entender o estado atual da empresa. Avaliar o clima organizacional, o estilo de liderança e as fontes de estresse permite enxergar onde estão os riscos. “Sem diagnóstico, qualquer ação será paliativa”, diz Giselle. Ferramentas como pesquisas internas, entrevistas e avaliações psicossociais ajudam a mapear vulnerabilidades e direcionar intervenções. “ 3. Integre a gestão de riscos psicossociais ao PGR A gestão de riscos prevista no PGR precisa, agora, incluir medidas voltadas à saúde mental e emocional. Isso significa criar políticas de prevenção, canais de escuta e acompanhamento contínuo. “A empresa deve garantir não apenas a integridade física, mas também a psicológica dos seus profissionais. É isso que a NR-1 pede: uma abordagem holística e integrada”, reforça a especialista. Integrar os riscos psicossociais à Gestão de Riscos Ocupacionais (GRO) é essencial para promover bem-estar contínuo e fortalecer a cultura de segurança. 4. Invista em capacitação e sensibilização Implementar novas práticas exige conhecimento e engajamento. Por isso, investir em treinamentos, palestras e workshops sobre saúde mental, empatia e gestão emocional é fundamental. “Líderes e equipes precisam entender o que é o burnout e como preveni-lo. É um processo educativo e cultural, não apenas técnico”, pontua Dra. Giselle. A comunicação interna deve reforçar a importância do equilíbrio emocional e criar um ambiente onde falar sobre o tema não seja tabu. 5. Considere as diferenças individuais Cada colaborador reage de forma diferente às demandas do trabalho. Por isso, a NR-1 convida as empresas a considerar as diferenças individuais no gerenciamento de riscos. “A personalidade é um dos principais preditores do burnout. Entender o perfil de cada pessoa permite prevenir o esgotamento e ajustar as demandas àquilo que motiva cada um”, explica Giselle. Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a):
LEONARDO GUARISO
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