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Gestão inteligente e tecnologia redefinem o futuro da construção civil para reduzir o custo da moradia

Com práticas de inovação e metodologia Lean, empresas do setor encontram caminhos para reduzir custos e manter a qualidade

LORRAINE SOUZA - INTERFACE COMUNICAçãO
29/10/2025 16h07 - Atualizado há 1 mês
Gestão inteligente e tecnologia redefinem o futuro da construção civil para reduzir o custo da moradia
Divulgação

 

Construir no Brasil tornou-se um desafio cada vez mais oneroso. Desde 2020, o custo do metro quadrado em obras residenciais subiu aproximadamente 40%, conforme a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). O aumento pressiona construtoras e consumidores, impacta o valor final dos imóveis e limita a capacidade de produção do setor. Diante desse cenário, profissionais da construção civil têm reforçado que o caminho para mitigar custos está no ganho de eficiência e na adoção de inovações que otimizam processos.

 

O assunto foi tema do episódio “Como a gestão eficiente e a tecnologia podem ser a chave para reduzir custos na construção civil, sem abrir mão da qualidade”, do podcast Morar em Pauta, da Emccamp Residencial. O podcast recebeu Carlos Eduardo de Melo, gerente de Excelência Operacional da Emccamp; Michele Cristini Soares Pires, gerente de Planejamento e Controle da construtora; e Roberto Matozinhos, assessor técnico do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG).

 

 

A busca por processos mais ágeis, inteligentes e integrados tem transformado o modo de construir. Na Emccamp Residencial, que atua há quase 50 anos no mercado imobiliário em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, a adoção do Lean Construction (ou construção enxuta) se tornou um divisor de águas. A metodologia, nascida na indústria automobilística japonesa, prioriza a eliminação de desperdícios e o foco no que realmente agrega valor, tanto para a empresa quanto para o cliente final.

 

Segundo Carlos Eduardo de Melo, a implantação do Lean nas obras trouxe uma nova forma de pensar a produção. “A metodologia nos fez repensar o projeto desde o início. Reduzir custos não é cortar qualidade, e sim otimizar cada etapa para que o produto final tenha mais eficiência, prazo menor e custo equilibrado”, explica.

 

 

Na prática, o Lean reorganiza o canteiro de obras e o planejamento. Isso significa eliminar etapas desnecessárias, reduzir retrabalhos e estoques excessivos, otimizar o uso de materiais e garantir que cada profissional saiba exatamente o que precisa fazer e quando. Já para Michele, o processo trouxe ganhos diretos em tempo e produtividade. “Trabalhar com planejamento democrático é essencial. Todo o time participa, entende o cronograma e tem autonomia para agir. Assim, evitamos gargalos e mantemos os recursos disponíveis no momento certo, o que impacta diretamente na redução de custos e prazos”, afirma.

 

Além da eficiência operacional, a integração entre tecnologia e gestão de pessoas tem sido uma aliada estratégica. Ferramentas como o BIM (Building Information Modeling), sistemas digitais de controle de estoque e monitoramento em tempo real ajudam a conectar todas as etapas da obra, do projeto à entrega. 

 

A capacitação dos colaboradores também é vista como peça central nesse processo. “As pessoas são a chave da mudança. Investir em treinamento e envolvimento faz toda a diferença para consolidar a cultura Lean e garantir resultados sustentáveis”, reforça Michele.

 

Os resultados são notórios nos números, com obras mais rápidas e menos desperdícios. Segundo Carlos Eduardo, a aplicação da metodologia já permite reduzir em até 20% o prazo de execução e 10% no custo final dos empreendimentos, sem comprometer a qualidade. “O segredo está em fazer mais com menos. Menos tempo, menos material, menos retrabalho. E com mais valor agregado para o cliente”, afirma.

 

Roberto Matozinhos, do Sinduscon-MG, reforça que esse movimento de inovação tem ganhado força em todo o setor. “O construtor não tem controle sobre o preço dos insumos, mas tem poder sobre seus processos. A boa gestão é o ponto de equilíbrio que garante a sustentabilidade do negócio e o acesso do consumidor a moradias de qualidade”, analisa.

 

A tendência, segundo ele, é que a filosofia Lean caminhe lado a lado com a industrialização da construção, com o uso de sistemas pré-moldados, kits hidráulicos e elétricos montados fora do canteiro e maior digitalização das obras. “A construção civil ainda é muito artesanal, mas já vemos uma aceleração significativa rumo à automação e à produtividade. É uma mudança sem volta”, pontua.

 

Com a aplicação de metodologias ágeis, uso intensivo de tecnologia e foco na capacitação humana, o setor começa a desenhar um novo cenário. Obras mais eficientes, seguras e sustentáveis, que equilibram custos e ampliam o acesso à moradia.

 

O episódio completo do Morar em Pauta já está disponível no YouTube e pode ser acessado pelo link: https://www.youtube.com/@Emccamp/podcasts

 

Sobre a construtora

A Emccamp nasceu em 1977, tendo como principal diretriz a qualidade dos serviços e o respeito ao cliente. Desde o início, trabalha para construir histórias de vida. São 48 anos construindo sonhos e surpreendendo o mercado. O seu potencial construtivo foi alcançado em função dos diferenciais na gestão e execução das obras.

 

Presente em mais de 16 cidades dos estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, a Emccamp Residencial é uma das maiores construtoras do segmento de residenciais econômicos. A cada projeto, amplia sua atuação, diversificando as soluções em moradia e reforçando o seu compromisso com a qualidade e inovação dos produtos.

 

 


 

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LORRAINE GABRIELLE SILVEIRA SOUZA
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