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Inclusão financeira se consolida como pilar estratégico da agenda ESG no Brasil

Reguladores e investidores intensificam a cobrança por ações efetivas que ampliem o acesso ao crédito e aos serviços financeiros para populações excluídas

Bianca Aguiar
28/10/2025 18h20 - Atualizado há 1 mês
Inclusão financeira se consolida como pilar estratégico da agenda ESG no Brasil
Imagem: Freepik
 

A inclusão financeira consolidou-se como um dos pilares da agenda ESG, deixando de ser um diferencial competitivo para se tornar um requisito de legitimidade e sustentabilidade no setor financeiro. De acordo com estudo da Fundação Getúlio Vargas, o país avançou na inclusão da população de baixa renda, impulsionado por plataformas digitais, contas simplificadas e pelo Pix. No entanto, o acesso ainda é desigual — grande parte da população continua dependente de crédito informal e sem reservas financeiras mínimas. Com novas exigências regulatórias, como a Resolução CVM nº 193, que estabelece padrões internacionais de transparência socioambiental, a inclusão financeira passa a ser um indicador-chave de impacto social e um eixo prioritário nas estratégias ESG das instituições.

“O setor financeiro precisa enxergar que a inclusão não é apenas uma obrigação social, mas um pilar estratégico para a resiliência econômica”, afirma Rafa Cavalcanti, CEO da CloQ, fintech de impacto social que auxilia brasileiros a construírem um histórico de crédito positivo, seguro e inclusivo por meio do nano-crédito. “Quando olhamos para os milhões de brasileiros que permanecem à margem do sistema, vemos não apenas um problema social, mas um risco macroeconômico: informalidade e vulnerabilidade a choques externos. Ainda nessa linha, quem nunca tomou crédito formal precisa primeiro aprender a tomar crédito, a ter essa responsabilidade financeira. A nossa missão é oferecer alternativas inovadoras, justas, e do tamanho ideal que promovam autonomia financeira de verdade” adiciona.

As expectativas para os próximos anos incluem a expansão de produtos de impacto social, como nano-crédito, seguros simplificados e contas digitais acessíveis, além de maior uso de big data e inteligência artificial para avaliar perfis de risco fora dos padrões tradicionais e a intensificação da regulação em torno de transparência e métricas sociais. Instituições que não incorporarem metas de inclusão estarão sujeitas não só à perda de competitividade, mas também a custos de capital mais altos e riscos reputacionais crescentes.

“A verdadeira métrica de sucesso da inclusão financeira será quando um brasileiro deixar de ser considerado ‘invisível’ e passar a ser reconhecido como protagonista da própria vida econômica. Esse é o futuro que queremos construir: um sistema em que cada pessoa tenha não só acesso, mas também confiança e liberdade para decidir sobre o seu dinheiro”, conclui Rafa.


 

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BIANCA CAROLINA OLIVEIRA DE AGUIAR
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