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Como a IA está transformando a gestão de recursos humanos

MARIANA BEGO
28/10/2025 18h09 - Atualizado há 1 mês

Como a IA está transformando a gestão de recursos humanos
Vecteezy
Na era da transformação digital, a inteligência artificial (IA) desponta como uma das ferramentas mais disruptivas no campo da gestão de pessoas. Segundo o Fórum Econômico Mundial, mais de 90% dos empregadores já utilizam sistemas automatizados para ranquear candidaturas, enquanto 88% das empresas recorrem à IA para a triagem inicial de currículos.
Para Suzana Araújo, CEO da Techtalksa e especialista em inovação e tecnologia com mais de 20 anos de experiência, essa revolução traz ganhos expressivos, mas também impõe novas responsabilidades:
“A IA representa, ao mesmo tempo, um avanço extraordinário e um desafio crescente para os líderes de RH. Embora proporcione eficiência, é preciso atenção ao seu impacto sobre o comportamento humano e a diversidade organizacional”.

Um exemplo dos ganhos práticos vem da Unilever, que ao adotar tecnologias para esse fim reduziu em 50 mil horas o tempo dedicado às contratações, economizando mais de US$ 1 milhão. Por outro lado, estudos com 13 mil participantes revelam que candidatos tendem a moldar suas respostas para parecerem mais analíticos em processos mediados por IA, deixando em segundo plano traços como criatividade, empatia e intuição.
“Essa homogeneização é perigosa. Se priorizarmos apenas competências analíticas, corremos o risco de excluir profissionais criativos, estratégicos e emocionais — justamente aqueles que poderiam impulsionar uma gestão mais inovadora”, alerta Suzana.

IA e diversidade: o risco de um novo viés        

Embora tenha sido desenvolvida para reduzir vieses humanos, a inteligência artificial pode acabar reforçando padrões de uniformidade. Para Suzana Araújo, a pressão em se adequar a critérios pré-definidos cria um efeito psicológico nos candidatos, que acabam reprimindo seus diferenciais para se alinhar à lógica algorítmica.
“Transparência radical e personalização serão pilares do RH com IA. Não basta divulgar critérios de avaliação: é fundamental orientar os candidatos sobre como suas características são analisadas de forma holística”, ressalta.
A saída, segundo especialistas, está em modelos híbridos, que combinam tecnologia com revisão humana, garantindo decisões mais equilibradas. Empresas como Salesforce, Nvidia e Philip Morris já adotam essa prática.
Outras iniciativas incluem auditorias comportamentais regulares, capazes de identificar tendências de homogeneização, e o uso de ferramentas que deem peso a competências subjetivas, como criatividade, empatia e inteligência emocional.
“A IA não deve ser entendida apenas como solução técnica. Seu verdadeiro potencial está em apoiar escolhas que valorizem a pluralidade e o poder transformador das pessoas”, conclui Suzana.

 


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DANILO BEGO FARIAS
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