Empresas de tecnologia são contratadas para entregar experiências digitais consistentes, personalizadas e rápidas. No entanto, nem sempre o investimento em inovação mostra o retorno esperado. Em alguns casos, o resultado não é positivo para os clientes, e pode até gerar novos desafios. O embarque cada vez mais intenso de tecnologias de IA é uma realidade, mas também crescem as críticas aos custos elevados e aos benefícios que nem sempre acompanham as expectativas.
Em um ambiente de negócios cada vez mais orientado por dados, o valor da informação está diretamente ligado à sua capacidade de gerar soluções. Segundo a Gartner, organizações que tomam decisões com base em dados e análises confiáveis alcançam até 20% mais eficiência operacional.
A integração entre dados, tecnologia e práticas operacionais sólidas deixou de ser apenas uma questão técnica: é o alicerce sobre o qual se constrói a capacidade de decidir com segurança. A qualidade das informações define o alcance das análises — e estas, por sua vez, determinam a clareza das escolhas estratégicas. Quando os dados são confiáveis e as análises consistentes, o processo decisório deixa de ser intuitivo e passa a ser estruturado, racional e financeiramente sustentável.
Entretanto, ainda são comuns os problemas relacionados a bases de dados fragmentadas, sistemas isolados e dificuldades em transformar informação em valor para o cliente. Entre as fontes mais frequentes de dados estão os CRMs corporativos, os registros de uso de aplicativos, o fluxo de informações do e-commerce e as interações em canais de atendimento e redes sociais.
As boas práticas de data governance incluem a definição clara de papéis (como data owners e data stewards), auditorias contínuas das fontes e uso de catálogos de dados. Um aspecto essencial é a adoção de uma arquitetura de dados integrada, apoiada por ferramentas de ETL (Extract, Transform, Load) e por plataformas em nuvem que centralizam e padronizam os registros. Essas medidas aumentam a consistência dos dados, reduzem falhas nas análises e fortalecem a base do processo decisório — sempre em benefício do negócio.
No mercado brasileiro, é indispensável gerir as bases de dados em conformidade com a LGPD. Mais do que uma obrigação legal, essa adequação deve ser encarada como um diferencial competitivo. Empresas que tratam os dados de seus clientes com transparência e ética constroem um ativo intangível de grande valor: a confiança. Essa confiança retroalimenta o ciclo de dados de qualidade, pois incentiva o compartilhamento voluntário de informações que ajudam a aprimorar soluções e melhorar a experiência do cliente.
Do ponto de vista do consumidor, os benefícios são claros: personalização, agilidade, eficiência, redução de custos operacionais e fidelização resultante de uma jornada de compra mais satisfatória.
Do lado das empresas e dos provedores de tecnologia, os desafios permanecem: gerar legado tecnológico efetivo, manter custos de migração dentro dos parâmetros planejados, garantir segurança e privacidade das informações e, ao mesmo tempo, capacitar as equipes para operar de forma integrada.
Por fim, uma reflexão importante: integração não é um projeto com começo, meio e fim — é um processo contínuo, que exige evolução constante das práticas e do olhar estratégico sobre os dados.
Fonte:
Gartner | Delivering Actionable, Objective Insight to Executives and Their Teams
*Maurício Matsuda, é Partner Operations na CBYK, empresa de serviços multidisciplinares. Com uma trajetória marcada pela diversidade e evolução constante, iniciou sua carreira aos 14 anos como aprendiz de funileiro na General Motors. Formado como técnico em Processamento de Dados, graduado em Ciências da Computação e com MBA em Gestão da Tecnologia da Informação pela FIAP, consolidou sua atuação na área de Tecnologia da Informação, acumulando mais de 20 anos de experiência no setor. Desde 2021 na CBYK, exerceu os cargos de Diretor de Operações e de Customer Success, sendo um dos principais responsáveis pela estruturação e pelo crescimento da empresa, que triplicou de tamanho, superando 350 colaboradores e expandindo sua presença para sete países. Sua promoção ao quadro societário reflete seu papel estratégico na liderança da companhia e na condução de iniciativas voltadas à excelência operacional e à expansão internacional.
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Thalita Tartarelli do Nascimento
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