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Síndrome de Asherman: a “condição uterina silenciosa” que pode impactar a fertilidade, alerta especialista da Huntington

Formação de aderências no útero pode dificultar a gestação e até levar à infertilidade; diagnóstico precoce é essencial para preservar a saúde reprodutiva

MARIA DOMINGOS
27/10/2025 11h05 - Atualizado há 1 mês
Síndrome de Asherman: a “condição uterina silenciosa” que pode impactar a fertilidade, alerta especialista da
Freepik

São Paulo, outubro de 2025 – Muitas mulheres que enfrentam dificuldades para engravidar descobrem tardiamente uma condição pouco conhecida, mas com grande impacto na fertilidade: a Síndrome de Asherman. Caracterizada pela formação de aderências (sinequias) na cavidade uterina, ela pode ser assintomática por anos, motivo pelo qual é chamada de “condição uterina silenciosa”.

 

Segundo o Dr. Frederico, especialista em reprodução assistida da Huntington Medicina Reprodutiva, o diagnóstico precoce é decisivo para o sucesso do tratamento. “A Síndrome de Asherman ocorre, na maioria das vezes, após traumas no endométrio, como curetagens repetidas, abortos, infecções uterinas ou até cesarianas. Essas aderências podem impedir a implantação do embrião e aumentar o risco de abortos recorrentes”, explica.

 

Impacto na fertilidade e sinais de alerta

Apesar de não causar sintomas em alguns casos, a síndrome pode se manifestar com alterações no ciclo menstrual, como fluxo reduzido ou ausência de menstruação (amenorreia), dores pélvicas e até infertilidade. “Muitas mulheres só descobrem a condição durante uma investigação para dificuldade de engravidar, o que reforça a importância de um acompanhamento ginecológico regular, especialmente após procedimentos uterinos”, orienta o Dr..

O exame considerado padrão ouro para o diagnóstico é a histeroscopia, que permite visualizar diretamente as aderências e, muitas vezes, tratá-las no mesmo procedimento. Outros exames, como o ultrassom transvaginal  e a histerossalpingografia, também podem auxiliar, mas têm menor precisão.

 

Tratamento e perspectivas

O tratamento envolve a remoção das aderências por meio de adesiólise histeroscópica, uma técnica minimamente invasiva. “Em grande parte dos casos, conseguimos restaurar a anatomia uterina e permitir uma gestação saudável, mas é necessário um acompanhamento rigoroso porque existe risco de recidiva”, alerta o especialista. Para prevenir a formação de novas sinéquias  da cavidade uterina, podem ser utilizados dispositivos intrauterinos temporários e terapia hormonal.

Mesmo com tratamento adequado, algumas pacientes podem ter danos irreversíveis no endométrio. Nesses casos, técnicas de reprodução assistida, como a fertilização in vitro (FIV) com útero de substituição, podem ser indicadas para viabilizar a gravidez.

 

Prevenção é o melhor caminho

O Dr. Frederico ressalta que medidas preventivas também são importantes. “Orientamos atenção especial após curetagens e cesarianas, além de optar por técnicas menos agressivas ao endométrio sempre que possível. O diagnóstico e tratamento precoces oferecem maiores chances de sucesso reprodutivo e qualidade de vida para as pacientes”, conclui.

 

Sobre a Huntington Medicina Reprodutiva

A Huntington atua há 30 anos como especialista em medicina reprodutiva, sendo nacionalmente reconhecida pela excelência médica, pioneirismo e inovação para ofertar aos pacientes tratamentos com critérios internacionais de qualidade.

Os procedimentos são para tratamento de infertilidade masculina, feminina e do casal divididos em aconselhamento genético, coito programado, congelamento de óvulos, doação de gametas, tratamento de endometriose, espermograma, fertilização in vitro, inseminação intrauterina, oncofertilidade, tecnologia time-lapse e procedimentos para casais homoafetivos.

Atualmente, a Huntington faz parte do Grupo Eugin, referência mundial em reprodução assistida. São mais de 1500 profissionais e 30 clínicas ao redor do mundo, em 9 países.



 

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MARIA FERNANDA ESPINOSA DOMINGOS
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